Comissão aposta nos portos da UE e transporte marítimo incluindo regiões ultraperiféricas
Hoje 15:12
— Lusa/AO Online
A
Estratégia Marítima Industrial e a Estratégia para os Portos da UE
centram-se no transporte marítimo, na construção naval e nos portos,
incluem especificidades para as regiões ultraperiféricas (RUP), como os
Açores e Madeira, e partilham o objetivo de promover a competitividade, a
sustentabilidade, a descarbonização, a segurança e a resiliência no
transporte marítimo da União, segundo um comunicado.Os
portos, refere ainda o executivo comunitário, "são interfaces
essenciais entre a economia europeia e os mercados internacionais e
também vias de comunicação vitais, que devem ser preservadas, para as
ilhas, as regiões costeiras e as RUP".A
Comissão indica que deve ser dada atenção particular nas ilhas e regiões
costeiras e ultraperiféricas, em função das suas necessidades, aos
portos de pequenas e médias dimensões nomeadamente no que diz respeito à
melhoria da segurança, à eletrificação e ao acesso às redes, com o
objetivo de criar uma rede portuária resiliente, capaz de garantir
cadeias logísticas e de abastecimento críticas, mobilidade militar e
conectividade, incluindo ilhas e RUP, e proteger os portos marítimos da
UE contra ameaças internacionais.As
principais medidas de sustentabilidade para o setor marítimo incluem o
aumento da eletrificação nos portos, combustíveis limpos e eficiência
energética, a par da simplificação do licenciamento ambiental.Segundo
dados da Comissão, os portos da UE movimentam mais de 3,4 mil milhões
de toneladas (ou 74%) das mercadorias que entram ou saem da Europa, além
de aproximadamente 395 milhões de passageiros por ano, tendo atingido
um volume de negócios de cerca de 90 mil milhões de euros em 2022,
sustentando cerca de 423.000 empregos diretos.Com
quase três milhões de escalas anuais, a UE representa 23% das escalas
portuárias a nível mundial, baseando-se a rede transeuropeia de
transportes baseia-se em 283 portos marítimos, 223 portos fluviais e 44
portos mistos.Os portos de pequena e média
dimensão prestam serviços cruciais em regiões ultraperiféricas, zonas
remotas, ilhas e mercados altamente especializados.A
Estratégia Industrial Marítima da UE pretende reforçar a liderança
marítima europeia através de uma série de ações, incluindo o lançamento
de uma Aliança de Cadeias de Valor Industriais Marítimas da UE.O
objetivo é fazer avançar a construção naval de alta tecnologia, navios
de apoio à produção de energia eólica ‘offshore’, drones subaquáticos e
equipamentos portuários de ponta.Bruxelas
quer ainda apostar na construção naval comercial na UE, considerando que
as capacidades de reparação, manutenção, conversão, reequipamento e
reciclagem de navios são fundamentais para promover a segurança, a
descarbonização e a circularidade do transporte marítimo.A
UE e os seus Estados-membros administram a maior área marítima coletiva
do mundo, com 25 milhões de quilómetros quadrados de zonas económicas
exclusivas (ZEE), com o transporte marítimo a movimentar 74% do comércio
externo da UE e 30% das mercadorias intra-UE, bem como 395 milhões de
passageiros anualmente.A UE tem ainda uma
das costas mais extensas do mundo, com 70 mil quilómetros em 22
Estados-Membros e uma rede de 42 mil quilómetros de vias navegáveis
interiores, com milhares de portos, marinas, estaleiros navais e
fornecedores, o que sublinha a necessidade de continuar a explorar o
potencial do mercado único europeu no domínio da navegação.O
tráfego nos portos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira têm
características distintas, sendo a Madeira marcada pelo turismo de
cruzeiros e os Açores pelo transporte interilhas e logística regional.