Combate ao "tráfico de droga a céu aberto" é prioridade do MAI

Hoje 11:50 — Lusa/AO Online

“Esse é o tema” e “enquanto decisor político já falamos” sobre o modo de combater a criminalidade associada ao tráfico e consumo de droga, disse Luís Neves, no colóquio, organizado pela Polícia Municipal de Lisboa, sobre "coesão social e os desafios da polarização urbana: uma estratégia local de segurança". No seu discurso, o governante referiu o “tráfico de estupefacientes e o seu consumo à frente de todos” que tem como consequência a “questão dos furtos e agressões violentas” a montante daquele fenómeno.“Estou certo que encontraremos condições para mitigar esta atividade criminal”, porque é a partir dele que o “sentimento, a perceção ou a realidade da insegurança se coloca” na sociedade portuguesa.Para tal, a aposta na videovigilância como “instrumento complementar de apoio à investigação criminal” irá permitir vigiar esse tipo de comportamentos.Contudo, o ministro alertou para as “dinâmicas criminais e a sua mobilidade”, que mudam para “zonas com menor capacidade de monitorização”, pelo que é necessária uma integral “cobertura adequada do território” em “rede com municípios vizinhos”.O objetivo é também “multiplicar a capacidade de resposta das forças de segurança”, disse, agradecendo à PSP que, “com os poucos meios que tem, faz milagres”.O governante recordou que o “número de saídas e de entradas na PSP é praticamente o mesmo” e “a manta não consegue chegar a todo o lado”, apesar do “esforço enorme de recrutamento”.“Temos de refletir sobre as condições de atração a esta nobre profissão”, porque a “rua exige presença, ao mesmo tempo próxima e afirmativa”, disse, criticando os recentes ataques a elementos policiais.“As forças de segurança terão sempre o apoio da tutela quando forem atacadas” e “um ataque a um de vós é um ataque a toda a comunidade”, disse, dirigindo-se para os elementos da PSP presentes no colóquio.O ministro lamentou também que, nem sempre, as detenções levem à prisão e afastamento dos criminosos das ruas.“Com o respeito que é devido pela separação de poderes, a polícia faz a sua parte muitas vezes além do que é exigido”, disse.