Colômbia instou EUA a admitir cooperação contra tráfico de droga após apreensão em Portugal
Hoje 17:44
— Lusa/AO Online
Petro afirmou que a apreensão da cocaína nos Açores foi possível graças à colaboração das autoridades de Bogotá e em comunicação com a Agência Anti-Droga dos Estados Unidos (DEA)."O presidente Donald Trump pode verificar, consultando a agência norte-americana (DEA) e demonstrar a nossa capacidade e vontade de cooperação coordenada", declarou Petro, que foi acusado de tráfico de droga pelo Presidente dos Estados Unidos.O chefe de Estado da Colômbia referiu-se a uma operação conjunta entre Bogotá e Lisboa na captura de uma embarcação semissubmersível que, depois de partir da costa colombiana, se encontrava em águas próximas do arquipélago dos Açores.A operação, conforme descrita na segunda-feira pelo diretor da Polícia Nacional da Colômbia, William Rincón, foi realizada "graças à troca atempada de informações entre a Polícia Nacional da Colômbia e a DEA, e em coordenação com as autoridades portuguesas".Rincón disse ainda que foram presos três cidadãos colombianos e um cidadão venezuelano.A agência de notícias espanhola Europa Press referiu que Polícia Judiciária portuguesa, "que confirmou que a apreensão de cocaína foi a maior de sempre em Portugal, não mencionou a colaboração colombiana no comunicado oficial", embora tenha citado, além da DEA, a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido, a Força Conjunta Inter-agências do Sul (JIATFS), que conta com um oficial de ligação colombiano entre os cerca de vinte representantes da América do Sul e Central.Gustavo Petro foi acusado de tráfico de droga por Donald Trump em diversas ocasiões.Em particular, o Presidente dos Estados Unidos advertiu o Presidente colombiano para "ter cuidado" poucas horas depois de ter confirmado a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, na intervenção militar norte-americana contra Caracas, no passado dia 03 de janeiro.As autoridades portuguesas apreenderam a cocaína transportada no semissubmersível intercetado na passada sexta-feira ao largo dos Açores, acrescentando que terá sido "a maior apreensão jamais efetuada" desta droga em Portugal.O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ), Artur Vaz, disse no domingo que na embarcação se encontravam 300 fardos de cocaína, tendo os cerca de 35 sobrantes sido afundados, tal como o semissubmersível.Segundo a Polícia Judiciária, a embarcação semissubmersível foi intercetada na sexta-feira, 23 de janeiro, "em alto mar a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores" numa ação conjunta da PJ, da Marinha e da Força Aérea Portuguesa.A operação de combate ao tráfico de droga transcontinental por via marítima, designada "Adamastor", contou com a "estreita colaboração e articulação" da PJ com as autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, no quadro do Centro de Análise e Operação Marítimas - Narcóticos (MAOC-N, na sigla oficial), referiu a nota divulgada no domingo passado em Lisboa.