Coligação e Chega apresentam iniciativa para recuperar tempo dos professores nos Açores
6 de jun. de 2024, 17:26
— Lusa/AO Online
Em
concreto, serão abrangidos pelo projeto de decreto legislativo regional
“os docentes que viram aumentar de 34 para 37 anos a duração das
respetivas carreiras, na sequência de alterações efetuadas no continente
e nos Açores, neste caso em 2007 e 2015”, segundo explica o deputado do
PSD/Açores Joaquim Machado, citado num comunicado de imprensa. Com
as medidas agora apresentadas esses professores e educadores de
infância integrados nos quadros do sistema educativo açoriano "passarão a
ter de perfazer o mesmo tempo de serviço que os demais profissionais,
ou seja, 34 anos”, assinala o parlamentar.Segundo
o social-democrata, a resolução do problema, que persiste há mais de
uma década, “estava prevista na alteração legislativa efetuada há
precisamente um ano, conforme expresso no preâmbulo do diploma em
vigor". "Todavia, verificou-se que a
redação da norma, aprovada por unanimidade e com a concordância das
organizações sindicais, não se revelou suficiente para solucionar tais
casos”, explica ainda. A nova iniciativa
pretende também acomodar antecipadamente “todos os casos dos professores
e educadores que, vindos do continente e da Região Autónoma da Madeira,
não tenham reunido as condições em vigor nos Açores para a recuperação
do tempo de serviço congelado”.Assim,
sublinha Joaquim Machado, “fica garantida a mesma duração da carreira
para todo o pessoal docente dos quadros da região, e aqui em efetividade
de funções”.A recuperação do tempo de
serviço "congelado entre 2005 e 2007 e 2011 e 2017 iniciou-se nos Açores
mais cedo do que no resto do país, mas a conclusão do processo só agora
teve lugar com a recente alteração do diploma que rege tais matérias",
lê-se ainda na nota.“A atratividade da
carreira docente tem sido uma das nossas principais preocupações,
considerando a já sentida falta de docentes, situação que tenderá a
agravar-se no futuro próximo em razão da aposentação de centenas de
professores e educadores de infância, também nos Açores”, recorda
Joaquim Machado.Na quarta-feira, o
PS/Açores anunciou também que entregou no parlamento açoriano uma
proposta, que os socialistas querem que seja debatida já na próxima
semana, para “corrigir injustiças” na reposição do tempo de serviço na
transição entre carreiras dos professores.