Coligação diz que os resultados fortalecem o Governo dos Açores
Autárquicas
28 de set. de 2021, 16:37
— Lusa/AO Online
“O que nós estamos querendo,
com objetividade e com ostentação, é demonstrar nesta conferência de
imprensa que achamos que o próprio resultado eleitoral nos fortaleceu e
reforçou a coesão desta solução governativa para os Açores”, sublinhou
José Manuel Bolieiro, líder regional do PSD.O
dirigente social-democrata ressalvou porém que, apesar do aumento de
votação registado nas eleições de domingo, nos partidos de coligação
(PSD/CDS/PPM), o Governo açoriano não vai privilegiar as autarquias da
sua cor política.“O princípio de lealdade
democrática que nos caracteriza, nos impõe uma relação isenta com todos
os autarcas eleitos, independentemente da sua cor partidária, por que
agora, após as eleições, representam o seu povo e o seu território”,
garantiu José Manuel Bolieiro.Para o líder
do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, os eleitores do arquipélago
confirmaram nas urnas a boa opção governativa do atual executivo
regional, saída das legislativas regionais de outubro de 2020.“Os
açorianos perceberam que esta forma de governo plural funciona. Está a
funcionar a bem dos Açores e tem tido resultados muito positivos para as
nossas populações”, sublinhou o líder dos centristas açorianos.Já
o líder regional do PPM, Paulo Estêvão, entende que os eleitores
açorianos mostraram também que estão satisfeitos com o desempenho do
Governo Regional, apesar de estar em funções há apenas 11 meses.“É
evidente que, se não existisse uma apreciação positiva, no âmbito do
desempenho do Governo Regional, estes resultados eleitorais não teriam
sido possíveis”, defendeu o dirigente monárquico, lembrando que “uma má
governação não teria permitido resultados tão significativos”.Para
os três partidos que formam o Governo dos Açores, o resultado das
autárquicas de domingo mostra também que o arquipélago está a viver uma
mudança de ciclo político.O PS venceu as
eleições autárquicas em nove dos 19 concelhos dos Açores, mas perdeu
três presidentes de câmara em relação há quatro anos, ao passo que o PSD
passou a ter oito presidentes (mais três do que em 2017), dois deles
eleitos numa coligação com CDS-PP e com o PPM e um apenas em coligação
com o CDS-PP.