Código de Comunicação Social deverá ser apresentado ainda este ano
22 de mai. de 2025, 15:52
— Lusa/AO Online
Carlos Abreu Amorim
falava na conferência "Os cidadãos podem derrotar a desinformação",
organizada pelo Conselho Económico e Social (CES) e o Comité Económico e
Social Europeu (CESE), que decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa."Vamos
fazer um Código da Comunicação Social", o qual estava previsto até
julho mas, com as eleições, o trabalho teve de parar, salientou.Agora
"vamos dilatar um pouco" o prazo, mas "ainda durante este ano civil
apresentaremos ao parlamento português" o código, acrescentou."Vamos criar regras neutras do ponto de vista da tecnologia e de outros pontos de vista", para que não se tornem obstáculo.Além
disso, "vamos densificar a deontologia jornalística", acrescentou,
referindo que se tem assistido àquilo a que classificou de "fenómenos
jornalísticos", como o facto de o jornalista noticiar e ser comentador
do facto que noticia. Para Abreu Amorim, é importante que haja cidadãos formados e credibilidade no jornalismo para combater a desinformação."A falta de credibilidade do jornalismo é o maior aliado da desinformação", advertiu o governante.Adiantou
ainda que vão ser introduzidas no ensino secundário matérias de
literacia mediática e que "brevemente" o Estado vai passar a suportar
50% das assinaturas digitais para todos os cidadãos maiores de 18 anos
com o objetivo "de fortalecer" a comunicação social.O
governante referiu ainda que vai acabar a figura do equiparado, que
existe na comunicação regional e local, para ser substituída por
jornalistas."Existe uma figura que se
chama o equiparado, nós queremos acabar com essa figura, não de uma
forma, digamos assim automática porque seria impossível, seria eliminar a
comunicação social local e regional e não é isso que nós pretendemos,
muito pelo contrário, mas queremos que esses equiparados tenham
condições de ser substituídos por verdadeiros jornalistas, sujeitos a um
código deontológico e regras que são conhecidas por todos", explicou.Carlos
Abreu Amorim defendeu que é preciso voltar ao essencial, à "ligação
umbilical entre democracia e comunicação social, livre, isenta,
crítica".A desinformação, desordem informativa e as 'fake news' "são a grande ameaça", tem de se "ir de voltar ao princípio", insistiu.