Clubes e atletas devem entender-se para a integridade das competições
Covid-19
17 de abr. de 2020, 10:00
— Lusa/AO Online
“A
prioridade dos clubes tem de ser acabar o campeonato com o seu atual
plantel para manter a integridade da competição. Mas sabemos que não é
fácil, porque o jogador pode não querer arriscar uma lesão ou o seu novo
clube pode querer tê-lo nessa altura”, disse o advogado brasileiro, que
recomenda o diálogo entre as partes. A
este propósito, o especialista, que assessora tanto jogadores como
clubes, recorda que “a FIFA não diz que os contratos devem ser
automaticamente prorrogados, ela deseja que essa extensão possa ser
conseguida pela integridade da competição, que as provas terminem com os
atletas que estavam comprometidos no início da época”.“Sem um acordo, vai ser muito difícil obrigar um jogador a permanecer, se não quer estar num clube”, sentenciou. O
causídico entende que a circular emitida pela FIFA a propósito dos
efeitos da pandemia na competição e nos contratos dos futebolistas deve
ser entendida “como uma proposta, não como uma obrigação”Daniel
Cravo concorda com o organismo quando diz que o futebol vive uma
situação de “força maior”, algo “muito relevante” e que “no futuro vai
ser utilizado por qualquer das partes em possíveis litígios derivados
deste cenário”.Defendeu ainda “acordos coletivos com base legal” no que toca às reduções de salários dos futebolistas em vários clubes.