Clubes da AFAH deixam de participar na Série Açores

Hoje 12:09 — Arthur Melo

Os clubes de futsal filiados na Associação de Futebol de Angra do Heroísmo (AFAH) vão deixar de participar na Série Açores da III Divisão nacional a partir da época 2027/2028, informou ontem aquele organismo.A decisão foi aprovada por unanimidade pelos próprios clubes e deliberada ontem durante  o Programa Executivo da AFAH, encontro anual que reúne a direção da associação e os clubes filiados para debater temas estratégicos relacionados com o desenvolvimento do futsal local e regional.A medida contou com o apoio total da direção da AFAH e resultou de um consenso entre os presidentes dos clubes associados, no âmbito de uma reflexão sobre o futuro da modalidade e da definição de estratégias para as próximas temporadas.De acordo com uma nota de imprensa da AFAH, na base desta medida, entre muitos fatores, está o nível competitivo da prova e o impacto direto da mesma no campeonato de ilha. Adicionalmente, o facto de o vencedor da competição não subir diretamente à II Divisão Nacional é visto pela AFAH - e pelos seus filiados - como uma discriminação por parte da Federação Portuguesa de Futebol ao longo dos anos.No seguimento desta deliberação, o presidente da AFAH, Maurício Toledo, diz lamentar “a falta de sensibilidade das outras associações de futebol a nível nacional naquilo que é a nossa visão para o desenvolvimento do futsal Regional.”Para o dirigente associativo, não deixa também de ser motivo de insatisfação verificar que “num ano de revisão de regulamentos e de formatos das competições, as maiores associações de futebol do país foram castradoras do desenvolvimento das restantes”, concluiu Maurício Toledo, citado na referida nota de imprensa.Durante o encontro realizado ontem em Angra do Heroísmo, os clubes defenderam igualmente a necessidade de uma mudança de mentalidade na forma como a formação é encarada, tendo sido destacado que os clubes suportam elevados custos relacionados com a atividade formativa, sem que exista, na maioria dos casos, a cobrança de mensalidades aos atletas.Os dirigentes consideram que será necessário, num futuro próximo, que os pais e encarregados de educação passem a contribuir financeiramente para a prática da modalidade, de forma a garantir a sustentabilidade do futsal de formação e assegurar a sua continuidade, bem como a dos clubes.