Clubes aprovam inclusão dos cantos no VAR e novo modelo para a Taça da Liga
Hoje 10:34
— Lusa/AO Online
Os clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovaram a
inclusão dos pontapés de canto no protocolo do videoárbitro (VAR),
proposta pelo Sporting de Braga, que entra em vigor já na época
2026/2027, confirmou o organismo.Em linha com a posição defendida
pelo Conselho de Arbitragem e pelo International Football Association
Board (IFAB), e à semelhança do que tem sido aplicado no Mundial2026, as
sociedades desportivas da I e II Liga ratificaram um âmbito de recurso
ao vídeo mais alargado, que permite reverter decisões arbitrais
relativas a pontapés de canto.Na Assembleia Geral extraordinária
para apreciação, discussão e votação da proposta de alteração aos
regulamentos das competições da LPFP, que se realizou na Arena Liga
Portugal, no Porto, o AFS foi o único clube que não compareceu.“Temos uma estrutura, um equipamento que custa uns milhões de euros.
Aproveitar esse equipamento que já temos para conseguir maior
transparência e verdade desportiva, que é uma preocupação de todos nós, é
algo que só tem de nos deixar satisfeitos. Permite-nos melhorar aquilo
que possa ser decidido menos bem e, ainda por cima, não aporta mais
custos”, defendeu Reinaldo Teixeira, em declarações à comunicação
social, após a votação.Na reunião magna foi aprovado na generalidade
um novo modelo competitivo para a Taça da Liga, que entrará em vigor na
época 2027/2028, podendo sofrer alterações específicas consoante o
número de emblemas portugueses nas competições europeias e equipas B no
segundo escalão.A prova inicia-se com uma fase de liga, em datas
ainda por acordar, na qual participam 26 equipas, que disputarão dois
jogos (um na condição de visitada e outro como visitante), com os quatro
primeiros classificados a apurarem-se para um play-off, de onde sairão
duas equipas.Esses dois conjuntos juntam-se aos seis que disputam
competições europeias na época 2027/2028 e têm apuramento direto para os
quartos de final, fase em que as eliminatórias serão disputadas a uma
única mão, jogando-se o acesso à “final four”, que manterá os atuais
moldes.“O que pretendemos foi democratizar a Taça da Liga, de modo
que as sociedades desportivas que não jogam competições europeias tenham
mais competição e as que estão na Europa não entrem em sobrecarga.
Falámos antes da assembleia-geral com todas as sociedades desportivas e
sentimos essa vontade e preocupação, que se traduziu em votos”, comentou
Reinaldo Teixeira.Durante a reunião magna, o Sporting de Braga
manifestou o interesse em antecipar as eleições aos órgãos sociais da
Liga, para que se realizem já este ano, antes de iniciarem as
negociações para a comercialização dos direitos audiovisuais
centralizados.“Sugeriu o Sporting de Braga, secundado por muitas
outras sociedades desportivas, tendo em conta que vamos iniciar o
processo de centralização. Será importante que o mercado sinta que o
interlocutor na negociação é o mesmo na implementação”, explicou o
presidente, cujo primeiro mandato termina em 2027, garantindo que irá
recandidatar-se, independentemente da data definida pela Mesa da
Assembleia Geral.Ainda antes de se discutirem as alterações aos
regulamentos das competições, foi aprovado por larga maioria o Plano de
Atividades e Orçamento da LPFP para a época 2026/27, que prevê
rendimentos superiores a 34,8 milhões de euros (ME).O documento
prevê o crescimento dos rendimentos para mais de 34,8 milhões de euros
(ME), o “valor mais elevado de sempre registado pela instituição”, com
resultado operacional estimado de um ME, enquanto os gastos totais
ascendem aos 22,6 ME.Segundo o orçamento, as sociedades desportivas
de I e II Liga irão receber uma distribuição recorde, que ultrapassa os
11 milhões de euros, um ‘bolo’ que contempla formas de repartição direta
e indireta.