Clima de segurança que se vive em Portugal tem criado investimento

27 de set. de 2017, 15:52 — Lusa/AO online

Constança Urbano de Sousa foi a convidada de um almoço organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola com empresários, no qual falou da área da segurança, combate ao terrorismo e criminalidade transnacional, do aumento de fluxo de imigrantes e de refugiados, do investimento estrangeiro, do aumento do número de residentes e da “boa cooperação” entre Portugal e Espanha. “Portugal é um dos países mais seguros do mundo e desde 2008 temos registado uma descida muito sustentada e continua da criminalidade geral, com uma redução entre 2008 e 2016 de 21% a menos e da criminalidade violenta e grave de 32% neste período temporal”, revelou a ministra. No primeiro semestre desde ano, os dados provisórios indicam que a tendência de descida se mantém em comparação com o período homólogo do ano passado, na ordem dos nove por cento. “Os vários index internacionais classificam-nos na terceira posição como um dos países mais seguros do mundo”, reforçou. Em Portugal há um clima de segurança e de tranquilidade pública que tem permitido, segundo Constança Urbano de Sousa, o desenvolvimento económico do país e o investimento, tendo estas duas vertentes um “enorme valor acrescentado em termos de competitividade e para a recuperação económica e financeira. O clima de segurança também tem contribuído para que Portugal se consolide como um destino preferencial de fluxo de pessoas.“Só em 2016 o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras controlou mais de 15 milhões de pessoas, um aumento de um milhão em relação ao ano transato” disse a governante adiantando que também o número de residentes estrangeiros tem aumentado situando-se nos 400 mil, dos quais mais 80% fazem parte da população ativa, com preponderância entre os 20 e os 39 anos. Constança Urbano de Sousa apontou ainda a importância da atribuição de 'vistos gold' (autorização de residência para investimento) totalizando, em 2016, quase mil milhões de euros de investimento.Na área do combate ao terrorismo e à criminalidade transnacional e organizada, a ministra da Administração Interna destacou a importância da partilha de informação e cooperação entre as forças e serviços de segurança.“Eixo vital para a prevenção e combate destes fenómenos é a cooperação e a partilha de informação. Embora Portugal nunca tenha sido palco de nenhum atentado terrorista e mantém, de acordo com uma avaliação diária, o nível moderado de ameaça”, sublinhou a ministra destacando, o Ponto Único de Contacto (PUC) que agrega todas as estruturas de cooperação policial existentes.No final da sua intervenção, Constança Urbano de Sousa destacou as “excelentes, mas discretas relações entre Portugal e Espanha” que se desenrolam através de “um diálogo contínuo e uma cooperação muito estruturado”.