Clara Rojas sem notícias de Ingrid Betancourt há três anos
11 de jan. de 2008, 12:18
— Lusa / AO online
“Não sei nada de Ingrid há três anos”, afirmou Clara Rojas, em declarações à rádio privada Caracol.
Clara Rojas, uma advogada de 44 anos que era assistente de Ingrid Betancourt, acrescentou que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a separaram da refém franco-colombiana “por razões de segurança”.
Clara Rojas foi libertada quinta-feira com uma outra refém das FARC, a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, durante uma operação na selva colombiana, organizada pela Colômbia e pela Venezuela, em colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR).
As duas mulheres, que parecem em boa forma, chegaram algumas horas mais tarde de avião a Caracas onde foram acolhidas pelos seus familiares e por altos responsáveis venezuelanos.
Na sua entrevista, Clara Rojas falou igualmente do nascimento Emmanuel, a 16 de Abril de 2004 por cesariana, o que a imobilizou durante 40 dias, enquanto os combates que visaram as FARC se revelaram intensos.
Rojas indicou igualmente que a criança sofreu uma fractura do braço no momento do nascimento.
“Foi muito duro, mas vivo para ele e espero que ele também. Ele mostrou ser uma criança muito corajosa”, afirmou Clara Rojas.
Clara Rojas assegurou igualmente que a sua amiga Ingrid Betancourt fez as primeiras roupas de Emmanuel e lhe cantou canções em francês.
“Ingrid fez-lhe as primeiras roupas (…) Guardo essas lembranças porque quero mostrá-las à minha mãe e partilhá-las com Yolanda (Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt)”, afirmou a ex-colaboradora de Betancourt.
Ingrid Betancourt “teve ocasião de cantar a Emmanuel algumas canções em francês”, acrescentou Clara Rojas.
“Ingrid, coragem, espero ver-te aqui dentro em breve!”, exclamou.
Clara Rojas indicou igualmente que apenas viveu com o seu filho durante os primeiros oito meses de vida e que o seu maior desejo é revê-lo.
A ex-colaboradora de Betancourt soube, ao mesmo tempo que a opinião pública, que o seu filho foi acolhido por uma instituição colombiana em Bogotá em 2005.
“Fui a primeira a ser surpreendida. Disseram-me que ele estava bem para não me preocupar, mas não tinha notícias da criança”, disse.