CIVISA diz que eventos mantêm profundidade e nega "migração para superfície"
Açores/Sismos
1 de abr. de 2022, 16:59
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas naquela ilha do arquipélago dos Açores, o
presidente do CIVISA, Rui Marques, assegurou que “não é verdade” que
tenha havido uma aproximação dos sismos da superfície terrestre,
recusando a ideia de uma redução da “profundidade hipocentral” da crise
sísmica, situada no sistema fissural vulcânico de Manadas. O
que aconteceu, explicou, foi terem-se registado “sete sismos” com
“profundidade ligeiramente inferior” na Ponta dos Rosais, também na ilha
de São Jorge, estando “por explicar” a relação entre estes eventos e os
que começaram em 19 de março entre a vila das Velas e a Fajã do
Ouvidor.“Esta situação não deve alarmar e
não devemos considerar que há uma migração da profundidade para a
superfície [terrestre]”, vincou.“Na quinta-feira houve a indicação de que a profundidade hipocentral dos sismos estava a reduzir-se. Não é verdade”, garantiu.De
acordo com o responsável do CIVISA, “a concentração de sismos continua a
localizar-se entre os 7,5 e os 12 quilómetros de profundidade”.“Grande
parte da sismicidade situa-se no sistema fissural vulcânico de Manadas.
Nos Rosais houve apenas sete eventos. É difícil perceber a ligação
entre os primeiros e estes sismos de menor profundidade [na Ponta dos
Rosais]”, esclareceu.Rui Marques indicou que, neste local, o mais recente evento foi registado “às 09:30, com magnitude de 1,4”.O
Farol da Ponta dos Rosais, hoje interditado pela Proteção Civil devido
aos sismos ali registados, entrou em funcionamento em 1958, mas está ao
abandono desde 1980, depois de ter sido fustigado por vários eventos de
natureza sísmica ao longo dos anos.