Circulação vai continuar condicionada no acesso à Ferraria
Hoje 10:01
— Rui Jorge Cabral
O Governo Regional considera que a reposição plena da circulação no
acesso às termas e à zona balnear da Ferraria, no concelho de Ponta
Delgada, “apenas poderá ocorrer após a realização do projeto de execução
e da realização da respetiva empreitada de estabilização definitiva” da
encosta afetada por uma derrocada no passado dia 15 de setembro. Uma
obra que, para já, não tem data para avançar, uma vez que não é
referida qualquer data na resposta a um requerimento do Grupo
Parlamentar do PS e que levou o Governo Regional a adotar uma solução
provisória para não impedir o acesso durante o período do verão a um dos
principais pontos de interesse turístico de São Miguel. Na resposta ao
requerimento apresentado pelos deputados socialistas, o Governo Regional
explica que a construção da barreira provisória e a instalação de
semáforos “permitirão mitigar os riscos, disciplinando o trânsito,
impedindo o cruzamento de viaturas e garantindo que a circulação ocorra
apenas na zona mais afastada do talude”.Por outro lado, explica o
Governo Regional, “será dada continuidade à monitorização visual e
técnica no talude”. Questionado pelos deputados do PS sobre o plano de
intervenção estrutural previsto para estabilização definitiva da encosta
e qual o respetivo calendário de execução, o Governo Regional responde
que “com base nas visitas técnicas efetuadas e nos levantamentos
entretanto concluídos, encontra-se em curso o procedimento de
adjudicação do estudo das características geológicas, geomorfológicas,
evolutivas e geotécnicas da escarpa a um gabinete especializado”, sendo
este estudo “imprescindível” para servir de base “ao desenvolvimento das
soluções definitivas de estabilização da vertente”.Questionado
sobre o motivo pelo qual a solução provisória não foi equacionada mais
cedo, o Governo Regional respondeu, afirmando que tal não aconteceu
“devido à instabilidade crítica verificada nos dias seguintes ao evento
ocorrido a 15 de setembro, bem como à necessidade de monitorizar o
comportamento da encosta após as primeiras chuvadas e a passagem de
fenómenos meteorológicos adversos”.