CIP e ministro da Agricultura apelidam de radical posição do PS sobre IRC

OE2025

30 de set. de 2024, 10:32 — Lusa/AO Online

A abertura do Congresso da FIPA - Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares, hesta segunda-feira em Lisboa, contou com a presença do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e do presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, que partilharam a ideia de o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, ser um radical no que concerne ao IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas)."A CIP não entra na discussão partidária, mas preocupa-me quando o líder de um partido estabelece como princípio orientador da sua base programática ser radicalmente contra descida do imposto sobre as empresas", disse Armindo Monteiro, na sua intervenção.O presidente da CIP afirmou que, mais do que o custo, é uma questão de apoio às empresas, de as valorizar, defender a redução desse imposto."Não é possível compatibilizar o princípio de 'nós apoiamos as empresas' com o ser radicalmente contra a redução em qualquer formato da sua tributação", acrescentou o presidente da confederação patronal.A intervenção seguinte foi do ministro da Agricultura e Pescas, que partilhou a ideia de radicalismo."Felizmente temos um primeiro-ministro [Luís Montenegro, PSD] que conhece Portugal, que está altamente preparado e não é condicionado por radicalismo. Peço desculpa, mas quem considera que o IRC não se pode descer quando é alto, é evidente que quem tenha este pensamento é um radical que está mais próximo que eu denomino como radicais e extremistas de esquerda e que não é moderado", afirmou José Manuel Fernandes.O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tem dito que rejeita o Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) com as alterações ao IRS e IRC propostas pelo Governo e que não aceita “nem nenhuma modelação” dessas mesmas medidas porque estas “são más” e nem isso as tornaria boas.Os socialistas, segundo o seu líder, não podem aceitar "duas medidas que teriam impacto estrutural e permanente".O Governo defende uma redução gradual do IRC até final da legislatura de 21 para 15%.A proposta de Orçamento do Estado para 2025 tem de dar entrada na Assembleia da República até 10 de outubro e tem ainda aprovação incerta, já que PSD e CDS-PP (partidos que suportam o executivo) somam 80 deputados, insuficientes para garantir a viabilização do documento.