Cinco meses após o primeiro caso Brasil soma 87.004 mortes e 2,4 milhões de infeções
Covid-19
27 de jul. de 2020, 11:06
— Lusa/AO Online
Segundo o Ministério da Saúde
brasileiro, foram registados 24.578 infeções e 555 óbitos provocados
pelo novo coronavírus em 24 horas.O mesmo levantamento destacou que 1.634.274 pessoas já recuperaram da doença e 697.813 ainda estão sob acompanhamento. O
estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil, com cerca de 46 milhões
de habitantes, continua a ser a região com o maior número de infeções
(483.982) e mortes (21.606).Em número de
casos, o estado do Ceará, no nordeste do país, é o segundo mais
impactado, com 162.085 infeções, seguido pelo Rio de Janeiro (156.325).Já
em número de mortos, o Rio de Janeiro continua a ser o segundo estado
brasileiro mais afetado, com 12,835 mortes, seguido pelo Ceará (7.493).O
Brasil é o segundo país mais atingido pela doença no mundo, atrás
apenas dos Estados Unidos em número de mortos (146.463) e de casos
diagnosticados (mais de 4,1 milhões).Quando
o novo coronavírus chegou ao país, em 26 de fevereiro, o Ministério da
Saúde era liderado pelo médico Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido
em abril por defender as medidas de isolamento social contrariando o
Presidente do país, Jair Bolsonaro, que desde o princípio da pandemia
adotou uma postura cética em relação a perigosidade da pandemia.O
médico oncologista Nelson Teich tornou-se ministro da Saúde do país,
ainda em abril, mas ocupou o cargo por menos de trinta dias. Teich
pediu demissão por discordar do Presidente brasileiro sobre o uso da
cloroquina no combate à covid-19, uma medida defendida pelo Presidente
brasileiro, embora a eficácia da substância no tratamento da doença não
tenha sido comprovada. Em maio, Bolsonaro
nomeou o general Eduardo Pazuello como ministro interino da Saúde. O
militar tem vasta experiência em logística, mas é novato no que se
refere a gestão da saúde pública. Além de
promover duas trocas no comando da saúde durante uma pandemia, Bolsonaro
sempre defendeu que a covid-19 tem o efeito de uma “gripezinha” na
maioria das pessoas. Ele já relativizou as mortes provocadas pela doença
afirmando não ser coveiro nem capaz de fazer milagres quando
questionado publicamente sobre o tema. O
chefe de Estado brasileiro descobriu que foi infetado pelo novo
coronavírus no dia 7 de julho e, depois de quase três semanas em
isolamento social, informou no sábado que já está recuperado.Além
de provocar discussões na gestão da saúde pública e de trazer problemas
para a saúde pessoal de Bolsonaro, a pandemia também prejudicou
profundamente a economia do país.Antes da
doença se espalhar o Governo brasileiro previa que o Produto Interno
Bruto (PIB) iria crescer 2,2% em 2020, segundo estimativas divulgadas
pelo Banco Central do país. Em março a mesma projeção foi revista pela autoridade monetária brasileira para zero, ou seja, sem alta nem baixa. No
final de junho, o Banco Central alterou novamente a sua projeção e
informou esperar uma queda de 6,4% no PIB brasileiro neste ano.