Cinco federações lançam campanha de denúncia contra assédio no desporto
9 de fev. de 2023, 13:04
— Lusa/AO Online
Os promotores da iniciativa,
divulgada num comunicado partilhado em simultâneo nos sítios das
federações das modalidades de pavilhão na Internet, alertam num vídeo
para “um dos fenómenos mais desprezíveis da sociedade e que igualmente
se pode manifestar no desporto”. Nas
jornadas das principais competições de andebol, basquetebol, futsal,
hóquei em patins e voleibol, que se realizam este fim de semana, os
atletas, treinadores, árbitros e clubes vão associar-se a esta
iniciativa publicitando a mensagem de combate e denúncia ao assédio.Esta
iniciativa é ainda extensível ao jogo da seleção feminina de futebol
com a Nova Zelândia, a 17 de fevereiro, inserido na preparação para o
play-off intercontinental de acesso ao Mundial."A
Federação de Andebol de Portugal (FAP) estará sempre na primeira linha
na luta contra as várias formas de assédio no desporto”, referiu o
presidente do organismo. Para Miguel
Laranjeiro, a atividade desportiva deve ser sempre “um espaço de
liberdade e de crescimento pessoal”, livre de qualquer “forma de
assédio”, pelo que apela a todos que “lutem contra esta prática”,
denunciando-a.“O assédio no desporto não
cabe em nenhuma convocatória. Porque o desporto só pode ser uma
atividade digna, desfrutada sem constrangimentos, sem medos e em
segurança”, considerou o presidente da Federação Portuguesa de
Basquetebol (FPB), Manuel Francisco Fernandes.O
presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) defendeu também que
“o assédio não pode ter lugar no desporto” e que o organismo que dirige
“adotou políticas e procedimentos destinados a prevenir e sancionar”
tais práticas. “Fê-lo não apenas com a
criação de regulamentação, mas também através da promoção da denúncia,
incluindo anónima, da cooperação com os órgãos de justiça criminal
competentes e da educação junto dos agentes desportivos”, acrescentou
Fernando Gomes.O líder da Federação de
Patinagem de Portugal (FPP) afirmou que “o desporto é um dos mais
relevantes fenómenos sociais da atualidade” e “por isso, e pela sua
força comunicacional, é necessário insistir em valores educacionais”. “É
tempo de o desporto servir causas e funcionar verdadeiramente de e para
as pessoas. Esta campanha é um momento positivo do desporto”, adiantou
Luís Sénica.Para o presidente da Federação
Portuguesa de Voleibol (FPV) "é com total determinação, empenho e
motivação” que esta organização se associa a esta campanha de “prevenção
contra o assédio sexual em contexto de desporto”.“A
FPV consciente que, esta não é uma realidade distante e que o
reconhecimento do problema deve ser transversal a todas as idades e a
todos os setores da nossa sociedade, nos quais se insere o desporto,
adere a esta iniciativa, em prol da prevenção e combate a este flagelo,
na tentativa de garantir um ambiente seguro para todos os nossos atletas
e agentes desportivos”, referiu Vicente Araújo.