Cinco detidos em operação da PJ contra corrupção no exercício de funções públicas
6 de dez. de 2022, 12:56
— Lusa/AO Online
Segundo um comunicado da PJ, a
operação, realizada também no Porto, Alter do Chão, Almada e Comporta,
envolveu a execução de 59 mandados de busca, dos quais 29 buscas
domiciliárias e 30 buscas não domiciliárias, visando "a recolha de
elementos probatórios complementares e relacionados com suspeitas de
práticas criminosas no exercício de funções públicas, sob investigação".Entretanto,
num outro comunicado, o Ministério da Defesa Nacional confirmou a
presença da Polícia Judiciária e do Ministério Público nas suas
instalações, na Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional, no âmbito
de averiguações a atos praticados entre 2018 e 2021.A
operação da Polícia Judiciária, designada "Tempestade Perfeita", contou
- de acordo com a PJ - com a colaboração de diversas Unidades
Nacionais, Diretorias, Departamentos de Investigação Criminal e Unidade
de Informação Financeira, para além do apoio da Unidade de Perícia
Tecnológica Informática e da Unidade de Perícia Financeira e
Contabilística da PJ, tendo participado cerca de 200 investigadores e
peritos, para além de um juiz e dois procuradores."Está
em causa uma investigação criminal cujo objeto visa apurar da eventual
prática, entre o mais, de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato,
participação económica em negócio, abuso de poder e branqueamento,
ilícitos relacionados com adjudicações efetuadas, por parte de Organismo
da Administração Central, a diversas empresas, as quais lesaram o
Estado português em muitos milhares de euros", refere a PJ.As
buscas realizadas visaram - indicou a PJ - a recolha de "elementos
probatórios de diversa natureza, tendentes ao esclarecimento dos factos
objeto de inquérito, tendo-se logrado a recolha de prova pessoal e a
apreensão de prova de natureza documental, digital, entre o mais,
inerente aos procedimentos de contratação pública em causa".Durante a ação policial efetuou-se cinco mandados de detenção fora de flagrante delito e foram constituídos 19 arguidos. A
investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ,
após a realização subsequente da análise e dos competentes
exames/perícias à prova agora recolhida, prosseguirá para "o cabal
apuramento da verdade e a sua célere conclusão".Os
arguidos ora detidos serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal
para realização do primeiro interrogatório judicial, com vista à
aplicação de medidas de coação.