Cimeira é “muito importante” para reforçar dimensão transatlântica
NATO
14 de jun. de 2021, 12:02
— Lusa/AO Online
“Eu
acho que esta cimeira vai ser muito importante porque vai ser
seguramente o reencontro entre a Europa e o seu velho aliado, Estados
Unidos da América, e uma reafirmação clara do empenho de todos”, afirmou
António Costa.O
primeiro-ministro falava à entrada para a cimeira de líderes da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês),
que decorre hoje em Bruxelas, e aonde chegou acompanhado do ministro da
Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e do ministro dos Negócios
Estrangeiros, Augusto Santos Silva. Sublinhando
que o “reforço da dimensão transatlântica é absolutamente essencial”,
António Costa avançou que é “particularmente importante para Portugal”,
devido à sua posição geográfica que, através dos Açores, coloca o país
na “fronteira do extremo ocidental europeu com os Estados Unidos da
América”.Além
disso, o chefe de Governo destacou também que o “estreitamento das
relações entre a União Europeia (UE) e a NATO” era uma das prioridades
que tinha sido definida pela presidência portuguesa do Conselho da UE,
nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de parcerias em
domínios além do militar.“E
é por isso com muita satisfação que ainda há duas semanas inaugurámos
em Lisboa a Academia de Comunicações e Informação da NATO [a cerimónia
de abertura decorreu em 26 de maio em Oeiras], que tem um papel central
numa das novas dimensões da defesa, que é a luta pela cibersegurança e o
combate às ciberameaças”, frisou o primeiro-ministro. Os
chefes de Estado e de Governo da NATO reúnem-se hoje em Bruxelas para
“reforçar o laço transatlântico”, abordar os desafios criados por China e
Rússia, e projetar o futuro da Aliança num mundo de “competição
global”, segundo as palavras do secretário-geral da NATO, Jens
Stoltenberg.Naquela
que é a primeira cimeira a contar com a participação do novo Presidente
dos Estados Unidos, Joe Biden, os líderes da NATO irão também abordar o
processo de reflexão NATO 2030, que visa projetar o futuro da Aliança e
desembocar na revisão do seu conceito estratégico, que data de 2010.À
entrada para a cimeira, Stoltenberg sublinhou que é necessário manter a
“forte ligação” entre a América do Norte e a Europa e destacou que a
cimeira de hoje irá abrir um “novo capítulo nas relações
transatlânticas”. “Tenho
a certeza absoluta de que as decisões que iremos tomar hoje irão enviar
uma mensagem forte de união, resolução, de que estamos a tornar a NATO
mais forte nesta idade de competição global”, frisou ainda Stoltenberg.