Cimeira do G20 em Riade vai realizar-se por teleconferência
28 de set. de 2020, 07:55
— Lusa/AO Online
Desde o passado mês de março que a pandemia
global do novo coronavírus tem obrigado o grupo dos 20 países mais ricos
do mundo a reunirem-se de forma remota através de videoconferências. O
rei Salman da Arábia Saudita presidiu em março a uma reunião virtual do
G20 que se realizou de urgência para discutir uma resposta global
contra a crise sanitária que está a afetar a economia mundial."A
cimeira dos dirigentes do G20 em 2020 vai realizar-se de forma virtual
nos dias 21 e 22 de novembro e vai ser presidida por sua majestade o rei
Salman ben Abdel Aziz Al-Saoud", declarou o reino saudita através de
comunicado.Esta cimeira vai "concentrar-se
em temas como a proteção da vida e o restabelecimento da confiança",
acrescenta-se no comunicado, sublinhando-se que o objetivo é fazer face
"às vulnerabilidades que foram detetadas durante a pandemia e lançar as
bases para um futuro melhor". A Arábia Saudita tenta melhorar a imagem do reino após repetidas acusações sobre violações dos direitos humanos. Vários
grupos de defesa dos Direitos Humanos exortaram os estados que fazem
parte do G20 a pressionarem Riade a pôr fim à crescente repressão contra
ativistas e dissidentes sauditas. O
presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, decidiu não
participar na conferência Urban 20 que reúne os autarcas das grandes
cidades dos países que constituem o G20, organizada na Arábia Saudita,
respondendo aos apelos para boicotar o evento por causa do assassínio do
jornalista Kamal Kashoggi. O assassínio
de Kashoggi no dia 02 de outubro de 2018, no consulado saudita em
Istambul, afetou fortemente a reputação do reino saudita e o príncipe
herdeiro Mohamed ben Salman acusado pela Turquia de mandar matar o
jornalista que se tornou crítico do regime de Riade.