Cientistas usam elétrodos no cérebro para tratar anorexia

7 de mar. de 2013, 10:01 — Ana Carvalho Melo

A técnica está em fase experimental e só algumas das doentes mostraram melhorias, mas o tratamento está a revelar-se promissor, dizem os investigadores. Depois de noves meses de tratamento, três das seis mulheres que estão no ensaio tinham engordado e mostravam estar psicologicamente melhor. Para estas três pacientes, “este foi o período mais longo de aumento sustentado do Índice de Massa Corporal (IMC) – que avalia a relação entre peso e altura – desde o início da doença. A técnica, conhecida como estimulação cerebral profunda, esteve associada a melhorias no humor e na ansiedade. Contudo, três das seis mulheres não mostraram qualquer ganho de peso e os cientistas justificam este facto com “vários eventos adversos associados”, incluindo o caso de uma doente que sofreu uma convulsão. Outros efeitos adversos incluem dor, náuseas ou ataques de pânico. A anorexia nervosa é uma doença crónica que afeta cerca de um por cento das pessoas em todo o mundo. Geralmente é diagnosticada em mulheres jovens, com idades entre os 15 e os 19 anos.