Cidade chinesa emite alerta após detetar caso suspeito de peste negra
6 de jul. de 2020, 07:54
— LUSA/AO online
A Comissão Municipal de
Saúde da cidade de Bayannur, na região autónoma da Mongólia Interior,
revelou que um pastor foi internado num hospital local, onde foi
diagnosticado com a doença. O doente permanece isolado e em condição
"estável", segundo a mesma fonte.O alerta
de nível 3 permanecerá em vigor, até ao final deste ano, para prevenir e
controlar possíveis surtos de peste bubónica. A escala vai de 1 a 4, o
nível um é o mais alto e o quatro o mais baixo. Também
conhecida como peste negra, a doença foi a pandemia mais devastadora
registada na história da humanidade, dizimando cerca de metade da
população europeia, segundo algumas estimativas.Em
comunicado, o executivo municipal pediu aos cidadãos que fossem mais
cautelosos na prevenção do contágio entre seres humanos e exigiu que não
consumissem animais que possam causar infeções pela doença.As
autoridades apelaram ainda que sejam relatados casos de pacientes que
apresentem febre alta sem motivo aparente ou que morram repentinamente.A
Comissão Municipal de Saúde também pediu aos cidadãos que informem se
encontrarem marmotas ou outros animais doentes ou mortos, e lembrou que a
caça de animais que podem transportar a doença está proibida.A
menção específica de marmotas pode estar relacionada a dois casos
confirmados de peste bubónica na Mongólia, na semana passada.Nesse caso, dois irmãos foram hospitalizados com a doença, após terem comido carne de marmota.Estes
animais e outros pequenos mamíferos carregam pulgas infetadas com a
bactéria yersinia pestis, que causa a peste bubónica e pneumónica.No
caso da peste bubónica, os sintomas geralmente aparecem após um período
de um a sete dias e, sem tratamento com antibióticos, a doença
apresenta uma taxa de letalidade entre 30% e 60%.Os
três países mais afetados, de acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), são o Madagáscar, República Democrática do Congo e Peru.