Ciclo de Cinema Queer Açores de 17 a 20 de março na Ribeira Grande em São Miguel
8 de mar. de 2022, 12:15
— Lusa/AO Online
Em declarações à agência Lusa, o
diretor do festival, João Ferreira, explicou que a realização do
festival no arquipélago açoriano surgiu depois do contacto com a
embaixada dos Estados Unidos em Portugal e com o Arquipélago – Centro de
Artes Contemporâneas dos Açores.“No ano
passado foram os 25 anos do festival em Lisboa, e pensámos num projeto
de itinerância que seria o de levar alguns filmes dessa edição do
festival a percorrer um pouco o país durante o ano de 2022”, avançou.Os
filmes que vão fazer parte da edição açoriana do festival fizeram, na
“quase totalidade”, parte da programação do 25.º aniversário do Queer
Lisboa, que decorreu em setembro de 2021.“Após
25 anos, os objetivos em termos culturais continuam, obviamente, a ser o
de mostrar o melhor que existe no cinema Queer, quer o mais
'mainstream', quer o mais independente. Agora, as preocupações políticas
mudaram nesses últimos 25 anos. Elas vão mudando”, assinalou.Apesar
das “conquistas”, nos últimos 25 anos, como a “adoção” ou o “casamento”
por parte de pessoas do mesmo sexo, existem “outras questões, que
surgiram entretanto”: “O cinema que nós mostramos está atento a isso”.“Por
exemplo, nos Açores nós vamos organizar um debate à volta das questões
mentais, que é um tema que, com a pandemia, felizmente, tem vindo a ser
muito discutido. Há questões específicas sobre saúde mental nas
comunidades LGBT que precisam de ser faladas”, acrescentou.O
debate sobre saúde mental vai decorrer após a exibição do filme "Cured"
(Patrick Sammon e Bennett Singer, 2020), contanto com a participação da
psicóloga Joana Amén e da psiquiatra Mariana Bettencourt.