Chumbo em esqueletos reforça preocupação sobre contaminação
Hoje 12:11
— Lusa
A presidente da Câmara da Praia da Vitória considerou que a deteção de metais pesados em esqueletos de pessoas residentes junto a zonas poluídas pela Base das Lajes gera “preocupações”, mas sublinhou a qualidade da água como prioridade.Um estudo da Universidade de Coimbra detetou metais pesados em esqueletos de humanos que viviam junto às zonas poluídas pela base militar das Lajes.Segundo a investigação, noticiada pelo Expresso e que a Lusa já tinha revelado em março de 2025, foi detetado chumbo em esqueletos, “reforçando suspeitas de contaminação e ligação a surto de cancros” naquela zona, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira.Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, disse que “existem uma série de preocupações que se levantam em relação a estas matérias”.A autarca explicou que aquele município da ilha Terceira colaborou desde o início com o investigador responsável pelo estudo, disponibilizando um espaço para o desenvolvimento do trabalho, que incidiu sobre esqueletos provenientes dos concelhos da Praia da Vitória e de Angra do Heroísmo.“Somos parceiros para poder trabalhar um assunto que é deveras preocupante, porque uma coisa são suspeitas, algumas falácias que vão surgindo em relação a este assunto, outra coisa é poder haver uma investigação fidedigna que venha a comprovar algo”, disse a autarca.Vânia Ferreira garantiu que o município tem atuado com “total responsabilidade”, acrescentando que a empresa municipal realiza “análises regulares às águas” e “os valores monitorizados não têm fugido aos parâmetros”.A autarca disse ainda que o município tem “trabalhado afincadamente” para o fecho de “todos os furos” de captação identificados como suspeitos em zonas “mais suscetíveis de estarem contaminadas”.“Temos feito um percurso e um trabalho para poder minimizar qualquer dano. Mas, efetivamente, esta investigação vem levantar algumas situações que podem vir a dar alguma preocupação diferenciada”, sustentou Vânia Ferreira (PSD), defendendo um “trabalho alinhado” para minimizar qualquer dano.A autarca da Praia da Vitória destacou ainda o trabalho dos investigadores.“Nós acreditamos no trabalho destes investigadores. Este é um trabalho que tem de ser acompanhado e, com toda a responsabilidade, o município tem de ser parceiro para que estas situações estejam sempre clarificadas e possamos apresentar à nossa comunidade os dados mais fidedignos possíveis”, afirmou.A presidente da autarquia da Praia da Vitória sustentou que o acompanhamento desta matéria ultrapassa as competências do município, defendendo o envolvimento de outras entidades.