China promete ajudar a criar um milhão de empregos em África até 2027
5 de set. de 2024, 11:32
— Lusa/AO Online
Na
abertura da cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), em
Pequim, Xi prometeu ainda que o país irá investir pelo menos 70 mil
milhões de yuan (8,9 mil milhões de euros) no bloco africano.Xi
disse que o país está "pronto para aprofundar a cooperação" com o
continente no domínio económico. As relações entre a China e África
vivem o “melhor período da história”, assegurou.“A
China e a África devem permanecer unidas e defender os seus direitos
legítimos num momento em que o mundo está a passar por mudanças sem
precedentes”, acrescentou o líder chinês.Xi
anunciou 30 projetos de infraestruturas e renovou a promessa de
aumentar as importações agrícolas de África, intenção que já tinha
manifestado na edição anterior do FOCAC, em Dacar, em 2021.O
dirigente enfatizou ainda que a China ajudará África a “promover a
modernização ecológica, o desenvolvimento verde e a transição para a
tecnologia de baixo carbono”.Xi disse
também que a China vai doar mil milhões de yuan (127 milhões de euros)
em ajuda militar a África, bem como dar formação a seis mil militares.A
China é o maior parceiro comercial do continente africano, com o
comércio bilateral a atingir 167,8 mil milhões de dólares (151,8 mil
milhões de euros) na primeira metade do ano, de acordo com a imprensa
oficial chinesa.No total, 50 líderes de
países africanos e o secretário-geral da ONU, o português António
Guterres, estão presentes na cimeira, de acordo com a imprensa chinesa.Uma
lista que inclui o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, o
Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e o primeiro-ministro de Cabo
Verde, Ulisses Correia e Silva.Na
quarta-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou durante uma
reunião com Correia e Silva que a China vai doar 28,5 milhões de
dólares (25,6 milhões de euros) a Cabo Verde.No
âmbito da visita de Estado de seis dias que Nyusi está a efetuar ao
país asiático, Moçambique assinou na quarta-feira um acordo que irá
permitir exportar para a China feijão boer, macadâmia e castanha de
caju.Fora da lista de presenças ficou o
Presidente angolano, João Lourenço, apesar da China ser o maior credor
do país africano e de Angola ser o maior parceiro económico chinês na
África subsaariana.De acordo com a
Universidade de Boston, Angola contabiliza mais de 45 mil milhões de
dólares (40,6 mil milhões de euros), entre 2000 e 2022, em empréstimos e
financiamentos da China para 258 projetos, principalmente na energia e
transportes.Luanda está representada em Pequim pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António.A cimeira, a maior reunião diplomática organizada na China desde a pandemia, termina sexta-feira.