China nega que Rússia tenha pedido apoio militar e acusa EUA de “desinformação”
Ucrânia
14 de mar. de 2022, 10:49
— Lusa/AO Online
“É completamente falso, é pura
desinformação. A China declarou clara e consistentemente a sua posição
sobre a crise na Ucrânia. Desempenhamos um papel construtivo e avaliamos
a situação de forma imparcial e independente”, disse o porta-voz do
Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, em
conferência de imprensa.“Denegrir a posição da China não é aceitável”, acrescentou.Segundo
funcionários norte-americanos, citados pela CNN e pelo The New York
Times, a China pode já ter dado uma resposta. Se Pequim prestar
assistência, isso poderia mudar a “posição das forças” no terreno e
contrabalançar as duras sanções impostas à economia russa pelo Ocidente.O
NYT observou que Moscovo também pediu à China apoio económico
adicional, para ajudar a compensar o golpe na economia russa aplicado
pelas duras sanções impostas pelos Estados Unidos e países europeus e
asiáticos.A China evitou, até à data,
condenar as ações russas na Ucrânia, que não descreveu como uma
“invasão”. Pequim insiste tanto no “respeito pela integridade
territorial de todos os países”, como na atenção que deve ser dada às
“legítimas preocupações com a segurança” da Rússia.Porta-vozes
chineses também reiteraram que a China se opõe a sanções unilaterais
porque “não trazem paz e segurança”, mas sim “sérias dificuldades
económicas” para “os habitantes dos países afetados”.A
China e a Rússia “sempre mantiveram uma cooperação sólida no campo da
energia” e “vão continuar a realizar uma cooperação comercial que inclui
gás e petróleo”, explicou Zhao, acrescentando que as trocas ocorrerão
num espírito de “respeito e benefício mútuos”.Representantes
dos governos dos Estados Unidos e da China vão reunir esta
segunda-feira, em Roma, para discutir o impacto da invasão russa da
Ucrânia na segurança da Europa e do mundo.A
delegação dos EUA vai ser liderada pelo conselheiro de segurança
nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. A delegação chinesa é encabeçada
por Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão dos Negócios
Estrangeiros do Comité Central do Partido Comunista da China (PCC).