China diz que Canal do Panamá “é grande criação panamiana” em resposta a Trump
23 de dez. de 2024, 12:03
— Lusa/AO Online
A
porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning,
disse em conferência de imprensa que a China “sempre respeitou a justa
luta do povo panamiano pela soberania” sobre a via de transporte.Mao
recordou que “houve manifestações em grande escala na China já na
década de 1960 para mostrar forte apoio ao povo panamiano”.“Acreditamos
que, sob a gestão eficiente do Panamá, o canal continuará a dar novas
contribuições para facilitar a integração e o intercâmbio entre os
diferentes países”, acrescentou a porta-voz, referindo-se às declarações
do presidente panamiano, José Raúl Mulino, que defendeu que “cada metro
quadrado do canal pertence ao Panamá”.Trump,
que tomará posse como líder dos EUA no dia 20 de janeiro, queixou-se no
sábado e no domingo de taxas que descreveu como ridículas e da gestão
do Canal do Panamá, ameaçando exigir a devolução se os princípios
“morais e legais” não forem respeitados.“Só
ao Panamá cabia geri-lo, não à China ou a qualquer outro país”,
escreveu o bilionário na sua rede social Truth Social. “Não deixaríamos e
NUNCA deixaremos que caia nas mãos erradas!”, acrescentouMulino afirmou no domingo que o canal interoceânico “é panamiano e continuará a sê-lo”.O
Canal do Panamá foi construído pelos Estados Unidos, que o inauguraram
em 1914 e o administraram até à sua transferência para o Estado
panamiano, em 31 de dezembro de 1999, conforme estabelecido nos Tratados
Torrijos-Carter, assinados em 7 de setembro de 1977, em Washington,
pelo então presidente panamiano, Omar Torrijos (1929-1981), e pelo
presidente norte-americano, Jimmy Carter (1977-1981).