China denuncia que barcos e aviões norte-americanos espiam em águas do país

19 de dez. de 2016, 12:06 — Lusa/Açoriano Oriental

"Navios e aviões dos EUA realizam operações de reconhecimento e vigilância" em "águas costeiras da China", afirmou hoje uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying. Pequim pediu a Washington para que "pare com essas operações", afirmando que a China "continuará atenta", disse Hua, em conferência de imprensa. Segundo a China, aquelas operações realizam-se desde há "muito tempo" e "colocam em perigo" a segurança da navegação na zona. A porta-voz rejeitou confirmar, contudo, se o drone aquático norte-americano capturado pela marinha chinesa, no Mar do Sul da China, estava a realizar operações de espionagem. O Pentágono afirmou que o drone servia para pesquisas científicas e foi capturado pela Marinha chinesa em águas internacionais. A porta-voz do MNE rejeitou confirmar a versão norte-americana, dizendo que os detalhes concretos pertencem ao Ministério da Defesa chinês. Na rede social Twitter, o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, acusou a China de ter roubado o drone e afirmou que Pequim podia ficar com ele. "Não gostamos da palavra ‘roubar' porque não foi isso que se passou", reagiu Hua Chunying. O jornal Global Times, próximo da liderança do Partido Comunista Chinês, considerou hoje que estes comentários revelam que falta a Trump "bom senso para liderar uma superpotência". Segundo Washington, o incidente ocorreu a cerca de 50 milhas náuticas a noroeste da base naval norte-americana na Baía de Subic, nas Filipinas, numa zona reclamada por Pequim e vários países vizinhos.