China combate novo surto de infeções com abordagem mais seletiva
Covid-19
10 de mar. de 2022, 17:31
— Lusa/AO Online
Em Hong Kong, que registou mais de 58.000 novos casos nas últimas 24 horas, barbearias e salões de beleza foram reabertos. Isto
ocorre apesar de mensagens contraditórias do executivo da região
semiautónoma, que foi ordenado a seguir a abordagem de “tolerância zero”
à covid-19 usada no continente.Os
402 casos de transmissão local registados na China, nas últimas 24
horas, foram o quádruplo do número de casos registados há uma semana.Entre
esses cases, 165 foram detetados na província de Jilin, no nordeste da
China, sobretudo nas cidades de Changchun e Jilin, onde as autoridades
municipais isolaram 160 comunidades residenciais.Foram
ainda concluídas três rondas de testes em massa em Jilin. As ligações
de transporte intercidades foram suspensas e todos os moradores
aconselhados a ficar em casa até que o número de casos diminuía. Negócios não essenciais e áreas de recreação foram encerrados.Motoristas
e passageiros de carros particulares, autocarros e táxis, que entram ou
saem de Changchun, devem apresentar testes negativos para o coronavírus
realizados nas últimas 48 horas.As autoridades atribuíram o surto à variante Ómicron, que é altamente contagiosa. Desde sexta-feira passada, a China diagnosticou 1.200 casos em todo o país.Mas
as medidas preventivas agora aplicadas são menos rígidas do que no
passado, num possível sinal de que a China está a começar a relaxar a
sua abordagem de “tolerância zero” à pandemia. Em janeiro, a China
bloqueou cidades inteiras, afetando milhões de pessoas.No
relatório anual sobre o trabalho do Governo, entregue no sábado à
Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang,
disse que o país precisa de “refinar constantemente a contenção da
epidemia”, mas não deu nenhuma indicação direta de que Pequim vai
abandonar a estratégia de “tolerância zero”.A
líder de Hong Kong, Carrie Lam, disse na quarta-feira que reduzir o
número de mortes é a prioridade da cidade, enquanto um plano de testes
em massa foi suspenso. Estava planeado para este mês, mas Lam disse agora que não há um prazo definido. Para
reduzir as mortes pelo vírus, Hong Kong está a dedicar um hospital ao
tratamento de pacientes de covid-19, através da transformação de
enfermarias gerais e da construção de um hospital de emergência, que
contará com profissionais médicos do continente.