China coloca 65 milhões de pessoas sob confinamento total e desencoraja viagens
Covid-19
5 de set. de 2022, 14:47
— Lusa/AO Online
A maioria das 21 milhões de
pessoas na cidade de Chengdu, sudoeste do país, está proibida de sair de
casa, enquanto na cidade portuária de Tianjin, no leste, as aulas
passaram a ser dadas ‘online’, depois de terem sido diagnosticados 14
novos casos, a maioria sem sintomas. A
China registou um total de 1.552 novos casos, nas últimas 24 horas,
informou a Comissão Nacional de Saúde. O país asiático é o mais populoso
do mundo, com 1,4 mil milhões de habitantes.A
altamente contagiosa variante Ómicron está a obrigar as autoridades
chinesas a impor medidas de confinamento extremas, para salvaguardar a
estratégia de ‘zero casos’, assumida como um triunfo político pelo
secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping.A
estratégia obriga ao isolamento de todos os casos positivos, incluindo
os assintomáticos, e respectivos contactos diretos, a realização de
testes em massa e bloqueio de distritos e cidades inteiras.Estas
medidas têm grandes custos económicos e sociais, mas o Partido
Comunista Chinês diz que são necessárias para impedir uma disseminação
mais ampla do vírus, detetado pela primeira vez na cidade chinesa de
Wuhan, no final de 2019.O medo de ser
apanhado num bloqueio ou enviado para um centro de quarentena, por ter
tido contacto próximo com um caso positivo, restringe severamente a vida
social e profissional.Em Chengdu, o início do novo período escolar foi adiado e a maioria dos moradores está sob confinamento.No total, 33 cidades estão sob confinamento, de acordo com a imprensa estatal.Várias cidades pediram aos residentes que não viajem durante os próximos feriados oficiais na China.Pequim
anunciou que durante os feriados de meados de outono, no dia 12 de
Setembro, e do Dia Nacional, no início de outubro, as autoridades vão
ser “mais rigorosas” na gestão e controlo da pandemia, segundo o jornal
oficial Global Times.Desde o início do
surto, a China colocou dezenas de milhões de pessoas sob bloqueios
implacáveis, restringindo por vezes o acesso a alimentos, cuidados de
saúde e necessidades básicas.O bloqueio de
quase dois meses de Xangai, a “capital” financeira da China e
importante centro industrial, abalou a economia do país e causou um
êxodo de residentes estrangeiros.