China apela à NATO para que “reflita sobre o seu impacto na segurança europeia”
18 de out. de 2024, 12:03
— Lusa/AO Online
Numa
conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios
Estrangeiros chinês, Mao Ning, exortou a Aliança a refletir sobre “as
consequências de provocar confrontos entre as partes”.“Esperamos
que a NATO corrija as suas perceções erradas sobre a China”,
acrescentou, descrevendo o seu país como "a potência com o melhor
historial de paz e segurança".“O
desenvolvimento da China significa um aumento das forças de manutenção
da paz e dos fatores de estabilidade”, afirmou a porta-voz.Rutte
disse na quinta-feira que a China não pode continuar a apoiar a Rússia
na sua invasão da Ucrânia sem repercussões para os seus interesses e
reputação.“A China tornou-se um
facilitador decisivo da guerra da Rússia contra a Ucrânia. E não pode
continuar a alimentar o maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial sem repercussões para os seus interesses e reputação”, sublinhou
o secretário-geral da NATO, numa conferência de imprensa, no final do
primeiro dia de uma reunião dos ministros da Defesa dos países aliados.Rutte
lamentou que “países a milhares de quilómetros de distância - tão
distantes como o Irão, a China e até a Coreia do Norte - possam
tornar-se sabotadores da segurança” do espaço de influência da Aliança.Desde
o início da guerra na Ucrânia, a China tem mantido uma posição ambígua,
na qual tem apelado ao respeito pela “integridade territorial de todos
os países”, incluindo a Ucrânia, e à atenção às “preocupações legítimas
de todos os países”, em referência à Rússia.