Chega vai questionar Governo Regional sobre queixas das amas dos Açores
14 de nov. de 2023, 18:40
— Lusa
O
deputado único do Chega no parlamento açoriano, José Pacheco, reuniu-se
com um grupo de amas, que prestam serviço em Instituições Particulares
de Solidariedade Social (IPSS’s) em regime de creche familiar, e, de
acordo com o partido, aquelas profissionais sentem-se "discriminadas em
relação ao continente, onde foi celebrado recentemente um regulamento
para acabar com a precariedade laboral"."As
profissionais referiram que, apesar de terem um contrato de trabalho
com Instituições Particulares de Solidariedade Social, desenvolvem o seu
trabalho em casa, abrindo a sua habitação para receber, no máximo,
quatro crianças aos seus cuidados, mas que há despesas correntes que têm
de pagar, bem como algum material pedagógico", aponta o Chega, numa
nota de imprensa.Sublinhando que as amas
desempenham "um serviço essencial" aos açorianos e que merecem ver o seu
trabalho "reconhecido e justamente pago", o deputado José Pacheco
acrescentou ainda que as amas “prestam um serviço essencial ao Estado".As
amas "ajudam a colmatar uma função que é do Estado, mas que este não
consegue cumprir. No entanto, neste caso, temos aqui um Estado
ganancioso, porque maltrata quem lhe presta um serviço que não conseguia
cumprir de outra forma”, criticou."As
cerca de 50 amas existentes nos Açores queixam-se de prestar serviços a
recibos verdes, auferindo apenas o salário mínimo regional por uma
jornada de trabalho contínua de 11 horas diárias”, referiu o deputado.Segundo
José Pacheco, aquelas profissionais exigem que seja reposto o
complemento de acolhimento, que deixou de ser pago em janeiro de 2023
quando passaram a receber em duodécimos os subsídios de Natal e de
férias, e que seja publicado o despacho com o valor do subsídio para
suplemento alimentar e despesas correntes.José
Pacheco alertou também para "uma maior fiscalização à economia
paralela" neste setor, alegando que "muitas pessoas não cumprem com as
apertadas exigências legais" para o desempenho da atividade, mas
"continuam a receber em casa demasiadas crianças a seu cuidado e sem
qualquer fiscalização, pedindo valores exorbitantes por criança dada a
escassez de resposta social para os pais".