Chega questiona Governo dos Açores sobre voos cancelados da SATA Air Açores

Hoje 09:37 — Lusa/AO Online

Em comunicado, o Chega/Açores adianta que entregou um requerimento no parlamento açoriano com várias questões, pedindo também esclarecimentos sobre a taxa de pontualidade e regularidade por rota, a disponibilidade de aeronaves e as medidas tomadas pelo Governo Regional enquanto acionista público da SATA.“São cada vez mais recorrentes os atrasos, cancelamentos e alterações constantes de horários nos voos da SATA Air Açores, provocando prejuízos graves para doentes, empresários e população das ilhas”, lê-se na nota.Salientando que a situação “deixou há muito de ser um simples problema operacional e passou a ser uma questão de respeito pelas populações, pela economia regional e, sobretudo, pelos doentes que dependem das ligações aéreas interilhas para chegar a consultas, exames, tratamentos ou cirurgias”, o Chega/Açores pergunta também se existe articulação formal entre a SATA Air Açores, o Serviço Regional de Saúde e os hospitais da região para “prevenir a perda de consultas por motivos relacionados com o transporte aéreo”.Citado na nota de imprensa, o líder parlamentar do Chega no parlamento regional, José Pacheco, nota que “nos Açores um voo cancelado ou atrasado não é apenas um incómodo” e “pode significar uma consulta perdida, um tratamento adiado, uma empresa prejudicada ou uma família deixada sem resposta”.“Não é aceitável que as populações continuem dependentes de uma operação instável, sem previsibilidade, sem respostas claras e sem mecanismos eficazes de proteção dos passageiros mais vulneráveis”, salienta. José Pacheco defende a criação de um mecanismo automático e urgente de proteção dos doentes deslocados, garantindo remarcação prioritária de consultas e apoio logístico imediato “sempre que a perda da consulta resulte de atrasos, cancelamentos ou alterações de voos”.O Chega/Açores alerta igualmente para a aproximação da época alta, “período em que a pressão sobre as ligações aéreas aumenta de forma significativa”.Os deputados querem também saber se existe um plano concreto de reforço operacional para 2026, com aeronaves, tripulações e meios técnicos suficientes para garantir a regularidade das ligações interilhas.