Chega questiona Governo dos Açores sobre estratégia para o turismo
Hoje 09:53
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado da estrutura, no requerimento enviado ao executivo
através do parlamento regional os parlamentares do partido no
arquipélago questionam que investimento está a ser feito em cada mercado
emissor, quais os critérios utilizados para selecionar esses mercados e
que mecanismos existem para medir o retorno de campanhas e ações de
promoção.Também perguntam sobre o “papel
concreto” da Visit Azores (associação responsável pela promoção
turística da região) na estratégia turística regional, bem como os
objetivos definidos e os resultados alcançados. O
Chega entende que “não é possível discutir uma estratégia turística sem
discutir acessibilidades aéreas”, por isso questiona também o Governo
Regional sobre “o impacto dos preços das passagens aéreas na procura
turística, as medidas previstas para melhorar a competitividade do
destino e a estratégia para captar ou consolidar novas rotas e mercados
internacionais, sobretudo durante a época baixa”.“Não
podemos continuar a confundir turismo com número de dormidas. O que
interessa é saber quanto é que cada visitante deixa na região, quanto
fica nas empresas e nas famílias açorianas e qual é o verdadeiro valor
acrescentado que o turismo está a gerar”, afirma o líder parlamentar do
partido, José Pacheco, citado na nota.Segundo
Pacheco, se a região está a “gastar milhões de euros de dinheiro
público para promover os Açores, temos de saber o que estamos a comprar
com esse dinheiro”.“Não basta aparecer em
feiras, distribuir panfletos ou fazer campanhas. É preciso perceber se
esse investimento está efetivamente a trazer turistas, sobretudo
turistas que ficam mais tempo e deixam mais riqueza na região”, vincou.Para
o representante, o arquipélago pode fazer a melhor campanha do mundo,
mas, “se o turista não conseguir chegar aos Açores a um preço
competitivo, essa promoção vale pouco”.“Precisamos
de aviões, precisamos de rotas e precisamos de preços que permitam aos
Açores competir com outros destinos”, concluiu.A
posição do partido surge quase cinco meses após a companhia aérea de
baixo custo Ryanair ter abandonado a operação nos Açores, devido às
“elevadas taxas aeroportuárias” e à “inação” do Governo português, como
foi justificado na altura.