Chega questiona aumento das taxas de handling da SATA Air Açores no transporte de pescado
28 de out. de 2025, 10:14
— Lusa/AO Online
O
partido adiantou em comunicado que enviou um requerimento ao executivo
de coligação, através do parlamento regional, após queixas de
comerciantes e de exportadores de pescado fresco, que entendem que o
aumento das taxas “põe em causa a viabilidade económica das suas
atividades, ponderando mesmo abandonar o setor”.“É
uma questão que pode colocar em causa o abastecimento de pescado fresco
nas várias ilhas dos Açores, uma vez que a SATA Air Açores aumentou as
taxas de handling, aumentando consequentemente os custos de transporte
aéreo de forma significativa”, referiu.Segundo
a nota, os deputados regionais do Chega nos Açores questionam “qual o
fundamento técnico e económico para o aumento das taxas de handling
aplicadas pela SATA Air Açores e qual a percentagem do aumento em
vigor”.Os parlamentares perguntam também
se os aumentos “foram comunicados aos operadores do setor” e se o
Governo Regional “autorizou ou teve conhecimento prévio”, enquanto
principal acionista, “desta decisão da transportadora aérea regional”.“Uma
vez que esta subida de preços tem vindo a afetar diretamente a
competitividade do pescado açoriano, em especial nos mercados
continentais e nas exportações interilhas, os parlamentares querem saber
se existe algum plano de compensação, revisão ou modulação das taxas
aplicáveis ao transporte de pescado e produtos alimentares perecíveis e
se o executivo pretende adotar algumas medidas para proteger os
comerciantes e exportadores locais deste setor, garantindo a equidade no
custo de transporte interilhas”, acrescenta.Citado
na nota, o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, considera
que a função da SATA Air Açores “deve ser, antes de mais, assegurar a
coesão económica e social do arquipélago” e “não deve agravar as
dificuldades daqueles que também dependem dos transportes aéreos para
fazer chegar produtos perecíveis a todas as ilhas”.“A SATA deve servir o povo açoriano e não explorá-lo”, defende José Pacheco.