Chega quer região autossustentável na produção agrícola
Açores/Eleições
8 de out. de 2020, 15:32
— Lusa/AO Online
“É
um desígnio da nossa região que tenhamos uma produção agrícola que
tanto quanto possível satisfaça as necessidades de consumo da região,
temos produtos de excelência”, afirmou o candidato pelo círculo de São
Miguel em declarações aos jornalistas, após visitar a Terra Verde -
Associação de Produtores Agrícolas do Açores, na Ribeira Grande.Acompanhado
por alguns dirigentes regionais do Chega, Carlos Furtado frisou que
“ainda há algum trabalho a fazer nos próximos tempos”, no sentido de a
região “ser mais autossustentável em todos os ramos de produção
agrícola”, e isso “foi reconhecido pela Associação Terra Verde”.“Há
situações que foram discutidas que convergem com aquilo que é o nosso
programa de governação. É preciso apoiar a agricultura. É preciso que
haja coordenação da produção agrícola na região”, sublinhou o candidato
por São Miguel e líder regional do Chega Açores.No
seu entender, “há uma necessidade também de diversificar a produção
agrícola” regional, alegando que a região “não se pode focar tanto na
agropecuária”.Carlos Furtado alertou ainda
para "problemas graves" na agricultura na região, em particular "a
falta de mão de obra nos Açores"."Há
pessoas que recebem dinheiro estando em casa paradas e depois não querem
trabalhar na agricultura e enquanto isso assim existir obviamente que
os nossos produtores não terão capacidade de produzir, porque muita
desta produção é feita com mão de obra por mais mecanizados que estejam
os sistemas", sustentou.Para o candidato,
"a falta de mão de obra será sempre um problema" para "o desenvolvimento
de uma agricultura próspera nos Açores", argumentando que é preciso
fazer "muito trabalho de gabinete e muito trabalho de bastidores",
porque "não é vazando dinheiro em cima de qualquer setor de atividade
que se resolvem os problemas". "Primeiro é
preciso identificar os problemas, as soluções e saber para onde
queremos ir e no Chega queremos ir para uma produção agrícola mais
autossustentável, onde os produtores agrícolas também têm direito aos
seus rendimentos normais decorrentes da sua atividade. E, para que isso
aconteça, é necessário que haja mais concertação da produção agrícola na
região. E essa concertação também caberá ao Estado, que deve coordenar
este tipo de trabalho", sublinhou Carlos Furtado.O
líder do Chega Açores considerou que "na situação atual" será da "maior
importância que o Estado assuma a sua responsabilidade", o que "passará
muito pela coordenação daquilo que deve ser a produção agrícola nos
próximos tempos".Nas anteriores
legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que
se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do
segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP
(quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.