Chega quer debate de urgência com ministro da Educação na 5ª feira
17 de jan. de 2023, 11:00
— Lusa/AO Online
"O Chega decidiu chamar de urgência o
ministro [João Costa] ao parlamento e vai marcar para quinta-feira um
debate de urgência no plenário da Assembleia da República sobre as
greves na educação e sobre o caos que está instalado no ensino",
adiantou o presidente do partido.Em
conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André
Ventura indicou que o pedido já foi submetido e considerou que o
ministro da Educação tem de "dar explicações ao país todo e de forma
clara sobre as exigências que estão a ser feitas" pelos professores."Sabemos
que há rondas negociais dias 18 e 20, quarta e sexta, e o que queremos é
que o ministro dê o esclarecimento ao país na quinta-feira sobre o que é
que está em cima da mesa, como é que as negociações estão e o que está a
ser feito para evitar que todos os distritos tenham situações de greve
ao longo dos próximos dias", disse.André
Ventura defendeu que as reivindicações dos professores "são legítimas" e
acusou o Governo de "fugir às negociações ou quando as faz finge que
negoceia para na verdade deixar tudo na mesma", considerando que isso se
deve a uma "prepotência da maioria absoluta"."O
Governo sabe que isto está a prejudicar milhões no país inteiro, mas
insiste em não negociar, produzindo um braço de ferro que acha que pode
deixar a direita sem condições políticas ou em dificuldade política",
criticou, alertando para os impactos que as escolas fechadas têm nas
famílias e nas aprendizagens dos alunos.A
greve de professores, convocada por uma plataforma de oito organizações
sindicais, começou hoje em Lisboa e prolonga-se por 18 dias nos
restantes distritos do país.Esta greve
realiza-se ao mesmo tempo em que decorrem outras duas paralisações: uma
greve por tempo indeterminado, convocada pelo Sindicato de Todos os
Professores (STOP), que se iniciou em 09 de dezembro e vai manter-se,
pelo menos, até ao final do mês, e uma greve parcial ao primeiro tempo
de aulas convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educação
(SIPE), que deverá prolongar-se até fevereiro.Os
professores contestam algumas das propostas apresentadas pelo
Ministério da Educação no âmbito da negociação da revisão do regime de
mobilidade e recrutamento de pessoal docente, mas reivindicam também
soluções para problemas mais antigos, relacionados com a carreira
docente, condições de trabalho e salariais.O líder do Chega comentou também a proposta do BE para clarificar que as barragens pagam IMI. André
Ventura mostrou-se favorável, mas considerou que "é um pouco
inconcebível que os partidos queiram alargar o pagamento de IMI a outras
entidades, e bem, mas não aceitem que os próprios partidos paguem IMI
dos seus imóveis"."Nada contra,
perfeitamente de acordo, desde que o projeto de lei vá mais longe e
ponha os partidos também a pagar o IMI que têm de pagar sobre os imóveis
que têm, sobre as sedes que têm na capital e em todos os distritos do
país", defendeu o presidente do Chega.