Chega pede parecer à Comissão da Transparência sobre deputado do PS na comissão
TAP
6 de abr. de 2023, 07:14
— Lusa/AO Online
“Na audição à ex-CEO da TAP,
Christine Ourmières-Widener, foi tornado público que o deputado Carlos
Pereira participou numa reunião ocorrida em 17 de janeiro, precisamente
na véspera da, na altura ainda, CEO ir ao parlamento prestar
esclarecimentos sobre a demissão da ex-administradora Alexandra Reis”,
escreveu o partido no requerimento divulgado.No
documento, o partido sublinha que quando questionado, o deputado do PS
afirmou estar em causa uma comissão de inquérito à TAP “e não à
atividade dos deputados”.O presidente do
Chega, André Ventura, defendeu na quarta-feira que o primeiro-ministro,
António Costa, e o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, devem
dar explicações sobre a reunião entre deputados socialistas, assessores
governamentais e a CEO da TAP, em janeiro.Em
declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura
disse que há “explicações que, quer Eurico Brilhante Dias, quer António
Costa, têm o dever de dar ao país”, defendendo que o objetivo desta
reunião era, “claramente, condicionar o depoimento” de Christine
Ourmières-Widener no parlamento.O líder do
Chega considerou que o deputado socialista Carlos Pereira, coordenador
do PS na comissão parlamentar de inquérito e que a presidente executiva
da TAP identificou como tendo estado presente nessa reunião, “não tem
condições para continuar” a integrar esta comissão.Também
o PSD anunciou a intenção de pedir à Comissão da Transparência que se
pronuncie sobre a presença do coordenador socialista na comissão de
inquérito à TAP numa reunião com a presidente executiva da empresa na
véspera da audição parlamentar de janeiro.Durante
a inquirição a Alexandra Reis, que decorreu na quarta-feira em sede
parlamentar, o coordenador do PSD, Paulo Moniz, anunciou a entrega de um
requerimento sobre a reunião realizada em 17 de janeiro, um dia antes
da ida de Christine Ourmières-Widener à Comissão de Economia, Obras
Públicas, Planeamento e Habitação e na qual estiverem presentes
elementos dos ministérios e, pelo que se sabe até agora, o deputado do
PS Carlos Pereira.A antiga administradora
da TAP Alexandra Reis assumiu que o valor da indemnização proposta
inicialmente para sair da empresa (1,4 milhões de euros) era “muito
expressivo”, mas sublinhou que as responsabilidades também o eram,
referindo que não houve “justa causa”.A
ex-administradora acabou por sair da empresa com uma indemnização de
meio milhão de euros, num processo que o parlamento está agora a tentar
esclarecer.