Chega pede ao Governo que salvaguarde pesca de atum e peixe-espada na Reserva Marinha D. Carlos
Hoje 10:21
— Lusa/AO Online
Segundo uma nota de
imprensa, a deputada do Chega Ana Martins, eleita pelos Açores para a
Assembleia da República, está preocupada com “uma das maiores
iniciativas de conservação marítima nacional - a futura Reserva Marinha
D. Carlos I -, que vai ocupar uma área de cerca de 173 mil quilómetros
quadrados”.De acordo com a parlamentar,
“muitos dos atuneiros açorianos pescam naquelas águas, ficando, assim,
sem forma de exercer a sua profissão”.“Portugal
é um país de mar. Os pescadores portugueses são os verdadeiros
guardiões dos oceanos. Não podemos permitir que uma Reserva Marinha, por
mais ambiciosa que seja, se transforme numa sentença de morte para as
nossas comunidades piscatórias tradicionais”, afirmou.Ana
Martins referiu que a pesca tradicional do atum e do peixe-espada,
“praticada com métodos artesanais e altamente seletivos […] não ameaça
os ecossistemas”: “Pelo contrário, é parte integrante da identidade
cultural e económica das nossas ilhas”.A
proposta do Chega exige que o Governo garanta o acesso das embarcações
nacionais com métodos tradicionais à área da reserva, diferencie a pesca
artesanal da pesca industrial, promova o acompanhamento científico que
compatibilize conservação com atividade económica sustentável e inclua
as associações de pescadores e comunidades marítimas em todas as
decisões.A deputada açoriana Ana Martins
afirma que o partido não vai aceitar que, “em nome de uma suposta
proteção ambiental radical, se condene à extinção uma atividade que faz
parte da alma do povo açoriano e português”.“O
Chega está ao lado dos pescadores e das suas famílias. O mar é a nossa
casa e não vamos permitir que o tornem um museu vazio. Estamos a
reeditar o mesmo erro com a Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos
Açores”, concluiu.A criação da Reserva
Natural Marinha D. Carlos, que será a maior área marinha protegida em
Portugal ao abranger o complexo dos montes submarinos Madeira-Tore e
Banco de Gorringe, esteve em consulta pública entre 20 de janeiro e 06
de março.