Chega insiste que votará a favor do Programa de Governo se integrar executivo
Eleições/Açores
19 de fev. de 2024, 09:32
— Lusa/AO Online
“Os
pressupostos mantêm-se e acho que são mais do que legítimos. O povo
disse que essa coligação não teria maioria absoluta, que iria precisar
de outras forças políticas e nisto o povo é sempre muito sábio”, afirmou
o presidente do Chega/Açores, José Pacheco, em declarações à agência
Lusa.O líder do Chega no arquipélago
falava após uma reunião do partido, em Angra do Heroísmo, na ilha
Terceira, onde foram analisados os resultados das eleições regionais
antecipadas de 04 de fevereiro, em que a coligação PSD/CDS-PP/PPM venceu
sem maioria absoluta.José Pacheco
insistiu que para o Chega votar a favor do Programa do Governo, os
líderes regionais do CDS-PP e PPM, Artur Lima e Paulo Estêvão,
respetivamente, não podem integrar o novo executivo liderado pelo
social-democrata José Manuel Bolieiro.“Mantenho
a mesma posição. E tenho dito, nós temos de ter uma solução de Governo.
Não podemos é ter algo que depois temos causas de problemas. E, no
passado, nós percebemos quem é que chegou ao senhor Presidente da
República a dizer que queria eleições quando estava a ser negociado um
segundo orçamento. Isto é de uma irresponsabilidade e de uma falta de
maturidade política que não se pode aceitar", apontou o dirigente
regional do Chega.José Pacheco sustentou
ainda que a "experiência de incidência parlamentar correu bastante mal"
durante a primeira governação regional PSD/CDS-PP/PPM, alegando que
"muitas vezes as soluções já vinham feitas"."Nunca
ninguém nos consultou. Nunca ninguém nos pediu para colaborar na
solução. Nós queremos fazer parte desta discussão. Queremos fiscalizar
todos os compadrios que conhecemos. Queremos estar lá e vigiar", vincou
ainda.José Pacheco afirmou que o Chega mantém, porém, a disponibilidade para o diálogo e para construir uma solução governativa."Não
tenho nada contra as pessoas, mas na minha lógica, naquilo que é a
lógica do Chega de governação, de pormos os Açores a andar mesmo e fazer
as coisas diferentes, aqueles senhores têm demonstrado fazerem tudo
para que as coisas não avancem", considerou, referindo-se aos dirigentes
regionais do CDS-PP e PPM.Para o
dirigente do Chega/Açores, o CDS-PP "foi às cavalitas de uma coligação",
porque "era a única tábua de salvação que tinha da sua sobrevivência
política" na região."Nós fomos a votos e o
povo deu-nos cinco deputados. Isto tem que valer alguma coisa. Não é
andarmos aqui às costas uns dos outros", disse, apontado ainda para os
resultados eleitorais do PPM, no Corvo, referindo que o partido teve
"uma derrota estrondosa" na mais pequena ilha açoriana.