Chega dos Açores enaltece votação "apreciável" de Ventura
Presidenciais
27 de jan. de 2021, 12:43
— Lusa/AO Online
Numa
declaração política no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores,
que se reúne em modo 'online', o líder do Chega nos Açores, Carlos
Furtado, destacou o "voto de confiança apreciável" dado pelos
portugueses "a uma canddiatura presidenciável de direita que representa
um novo paradigma para o país"."Os
portugueses têm direito a lideranças fortes e confiáveis", declarou o
parlamentar, reiterando que "os resultados expressos em urna"
expressaram "uma quebra de confiança nos candidatos e nos partidos da
esquerda".Marcelo Rebelo de Sousa, com o
apoio do PSD e CDS, foi reeleito Presidente da República nas eleições de
domingo, com 60,70% dos votos, segundo os resultados provisórios
apurados em todas as 3.092 freguesias e quando faltava apurar três
consulados.A socialista Ana Gomes foi a
segunda candidata mais votada, com 12,97%, seguindo-se André Ventura, do
Chega, com 11,90%, João Ferreira (PCP e Verdes) com 4,32%, Marisa
Matias (Bloco de Esquerda) com 3,95%, Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa
Liberal) com 3,22% e Vitorino Silva (Reagir, Incluir e Reciclar - RIR)
com 2,94%.Nos comentários à declaração do
líder do Chega/Açores, PS, PSD e CDS saudaram a eleição de Marcelo, com o
líder da bancada socialista, Vasco Cordeiro, a falar numa "vitória
esmagadora da tolerância, do respeito, de uma sociedade que se quer
inclusiva".À esquerda, o líder do Bloco
nos Açores, António Lima, perguntou a Carlos Furtado se o "novo
paradigma" de Ventura passaria por "extinguir o Ministério da Educação e
acabar com o Serviço Nacional de Saúde", declaração que o líder
regional do PPM, Paulo Estêvão, definiu como "inflamada, incendiária e
irresponsável".Pela Iniciativa Liberal, o
deputado único, Nuno Barata, lamentou os resultados de domingo:
"venceram os populismos. Os populismos de Marcelo Rebelo de Sousa, de
Ana Gomes e daquele cujo nome não vou pronunciar", disse, aludindo a
André Ventura.