Chega diz que suspensão da privatização da Azores Airlines “não faz sentido”
6 de dez. de 2023, 07:43
— Lusa/AO Online
Para o líder do
Chega/Açores e deputado José Pacheco, “não faz sentido o Governo
Regional ter suspendido os concursos de privatização de parte do Setor
Público Empresarial Regional”, nomeadamente no que diz respeito à Azores
Airlines e aos hotéis das Flores e da Graciosa (detidos pela empresa
pública Ilhas de Valor).José Pacheco,
citado num comunicado do partido enviado à agência Lusa, refere que a
situação política que se vive atualmente na região, no seguimento do
chumbo do Orçamento para 2024, “não pode ser justificação para acabar
com processos que já estavam em curso”.Em relação à companhia aérea Azores Airlines, o responsável afirma que o processo de privatização “já estava avançado”.“Já
estava decidido o Consórcio que avançaria com a compra de parte da
companhia aérea [que faz as ligações dos Açores com o exterior],
portanto, não faz sentido suspender o processo que estava a seguir os
procedimentos normais”, defende.Na nota, o
parlamentar acusa o Governo da coligação de “nunca se querer desfazer
da Azores Airlines, que ano após ano só tem dado prejuízo à região e que
já conta com prejuízos acumulados de muitos milhões de euros”.“Isto
só prova que o Governo nunca se quis desfazer da Azores Airlines e são
os açorianos que vão continuar a pagar os prejuízos desta empresa que há
muito tempo não serve os açorianoso”, critica.O
líder do Chega/Açores considera, ainda, que o executivo regional
“apesar de estar de saída continua a brincar com os açorianos”.“Suspender
um processo que já estava definido, é uma infantilidade, não faz
sentido, e a União Europeia pode ter de intervir, novamente, neste
processo”, adverte.Contudo, o deputado
salienta que é necessário proteger a SATA Air Açores, “já que é o
garante da mobilidade dentro do arquipélago”, e defende que caso o
processo de privatização não resulte “que seja a SATA Air Açores a
garantir as ligações aéreas entre os Açores e o continente”.