Chega critica “silêncio” do governo nos cabos submarinos
Hoje 17:25
— Rui Jorge Cabral
O presidente do partido e líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, criticou o que diz ser o “silêncio do Governo Regional” perante as notícias que apontam para o adiamento para depois de 2030 da substituição dos cabos submarinos que ligam o continente, Açores e Madeira e do anel que liga todas as ilhas dos Açores.Num requerimento entregue no parlamento açoriano, o Chega pede esclarecimentos detalhados ao Governo Regional sobre o adiamento da substituição dos cabos submarinos, os riscos identificados e as medidas de contingência previstas.Conforme refere uma nota de imprensa, o Chega salienta a importância desta infraestrutura para as comunicações e para a economia da Região, questionando por isso o Governo Regional relativamente à fiabilidade e segurança dos cabos submarinos que já ultrapassaram a sua vida útil.O Chega questiona também se existem dados sobre o impacto estimado para os serviços públicos regionais, unidades de saúde, forças de segurança, proteção civil e atividade económica, caso aconteça alguma “falha significativa do sistema atual”.Conforme refere uma nota de imprensa, o Chega questiona igualmente “que plano de contingência existe para garantir as comunicações entre ilhas em caso de avaria grave ou interrupção prolongada do cabo submarino”.O Chega/Açores questiona ainda o Governo Regional sobre se este tem “previstos investimentos alternativos ou complementares para reforçar a resiliência das telecomunicações da Região enquanto não for concretizada a substituição do cabo, e se o Governo Regional está disponível para exigir formalmente ao Governo da República a antecipação deste investimento estratégico”.Citado em nota de imprensa, o presidente do partido e líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, considera “incompreensível” que uma obra anteriormente classificada como prioritária esteja agora “empurrada para depois de 2030” sem que exista qualquer “reação firme” por parte do Governo Regional.“Durante anos disseram aos açorianos que esta substituição era urgente. Agora descobrimos que poderá não acontecer antes da próxima década e ninguém no Governo Regional parece preocupado. Afinal, quem está a defender os Açores junto de Lisboa”, questionou José Pacheco em nota de imprensa.O presidente do partido e líder parlamentar do Chega/Açores afirma ainda que “quando se trata de investimentos estratégicos para os Açores, os atrasos sucedem-se, os calendários derrapam e os açorianos são sempre os últimos da fila”.Por isso, conclui José Pacheco em nota de imprensa, “o que é inadmissível é assistir a tudo isto sem ouvir uma única palavra de indignação por parte de quem tem a obrigação de defender a Região”.