Chega critica escolha pela “filiação partidária” para o setor público açoriano
25 de jul. de 2022, 16:58
— Lusa/AO Online
Em declarações à agência Lusa, André
Ventura considerou que nos territórios “mais distantes” se nota um
“grande distanciamento" das populações ao "Governo Regional e ao Estado”
central.O presidente do partido falava a
propósito de uma visita de quatro dias ao grupo Ocidental dos Açores,
ilhas das Flores e Corvo, em que esteve acompanhado pelo líder regional e
deputado no parlamento açoriano José Pacheco.Ventura
considerou que existe um “conluio” entre PSD e PS, quer a nível
nacional, quer regional, partidos que no “futuro” vão “preferir
coligar-se entre si do que formar qualquer maioria com o Chega”, disse.“A
nível regional, em qualquer empresa pública, em cada espaço onde haja
dinheiros públicos, há ‘boys’ do PS ou do PSD, que estão aterrados com o
crescimento do chega”, criticou.O
deputado regional José Pacheco também condenou a inclusão de pessoas
“sem mérito” na administração pública, que são escolhidas de acordo com a
“filiação partidária”, criticando os três partidos do executivo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).“Recebo
constantemente denúncias sobre pessoas que são colocadas na
administração pública não por mérito, mas por terem filiação partidária.
Isso é inaceitável. Eu não sei o que é que esses senhores querem com
isso, mas o Chega vai haver um dia em que diz chega. Eles vão ter de
atinar”, declarou.Ressalvando que é
preciso “dar dignidade” às populações, Pacheco criticou a política do
Governo Regional de dar “tudo a todos”, dando o exemplo da ilha do
Corvo, a mais pequena do arquipélago.“Temos
agora uma ilha com voos diários que não tem capacidade nem de
restauração nem de alojamento, mas que agora está a servir as clientelas
políticas do PPM, que faz parte do governo. Isso não é aceitável para
as populações”, acusou.Já na sexta-feira, o
líder do Chega, André Ventura, alertou que “muita coisa continua a
falhar” no Governo dos Açores, cujo executivo continua a ser “muito
grande”, mas remeteu a posição sobre o próximo Orçamento para o deputado
regional.