Chega considera que país está “no caos” e Governo é “frágil e fraco”
Estado da Nação
18 de jul. de 2022, 09:17
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa no âmbito do debate sobre o Estado da Nação –
que decorre esta quarta-feira na Assembleia da República –, Pedro Pinto
considerou que o país está atualmente “no caos”. “É
um país que está a viver uma situação extremamente difícil, uma
situação que está no limite. Isto dos incêndios é quase catastrófico
(…), o país está literalmente a arder, de norte a sul do país há
incêndios em todo o lado, e isto revela apenas que o Governo não
precaveu esta situação”, afirmou. O líder
do Chega acusou o Governo de falta de prevenção não só nos incêndios,
mas também na saúde ou na gestão dos aeroportos, recordando que o
primeiro-ministro, António Costa, “não entrou em função há três meses
atrás”.Apelando a que se “retirem
responsabilidades políticas” da atual situação, Pedro Pinto considerou
que o balanço dos primeiros 100 dias do Governo – que se assinalaram em
08 de julho – é “muito, muito negativo” e “deixa Portugal em muito
perigo”.Em “100 dias, deixaram o país num
caos. Eu acho que nunca houve um Governo que, tão rapidamente, deixasse
um país no caos como este deixou, e isto revela-se porque é um Governo
que nós percebemos que é um Governo fraco: frágil e fraco”, criticou.Pedro
Pinto sublinhou assim que o Chega irá “certamente” abordar o tema do
“caos nos hospitais” ou dos incêndios no debate desta quarta-feira, mas
também a situação que se vive nas “forças de segurança”, alegando que,
este ano, o “curso da PSP tem muito menos alunos do que no passado, e do
que há dois e três anos”.“Estão-se a
passar em Portugal várias coisas gravíssimas e este Governo não
apresenta soluções para elas. Por isso, nós temos que falar nelas”,
referiu.Entre as áreas em que considera
ser necessária uma intervenção mais urgente, Pedro Pinto destacou a
saúde, sublinhando que “com a saúde dos portugueses, não se pode
brincar”. “Na saúde, tudo continua igual:
as urgências hospitalares continuam a ficar encerradas, quer de
obstetrícia, quer de pediatria. (…) Faltam ambulâncias, morrem pessoas à
porta dos hospitais. Não pode acontecer, e isso é aquilo que nós temos
que resolver imediatamente, porque é a saúde dos portugueses que está em
causa”, indicou. Antecipando as
prioridades legislativas do Chega a partir de setembro, Pedro Pinto
sublinhou que o seu partido irá apresentar um projeto de revisão
constitucional, que deverá propor a reintrodução da prisão perpétua –
uma medida inconstitucional – ou a redução do número de deputados. Pedro
Pinto referiu ainda que o Chega vai ter “prioridades a nível do
ensino”, para que se “explique realmente às crianças” a história de
Portugal, e no âmbito da revisão das carreiras dos professores e dos
agentes das forças de segurança. Queremos
“tornar atrativa, ao fim e ao cabo, quer a profissão de professor, quer
a profissão de polícias, como tantas outras profissões em Portugal que,
neste momento, não são atrativas e são extremamente importantes para o
futuro do país”, sublinhou.