Chega/Açores vai pedir debate de urgência sobre recuperação do Hospital de Ponta Delgada
Hoje 16:03
— Lusa/AO Online
“Viemos
visitar o hospital e ver as zonas que ainda continuam fechadas, porque
vamos levar à Assembleia Regional, no próximo plenário, um debate de
urgência precisamente sobre o incêndio, as consequências e o futuro do
HDES [Hospital do Divino Espírito Santo] de Ponta Delgada”, afirmou o
líder parlamentar do Chega no parlamento açoriano, José Pacheco.A 4 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi afetado por um
incêndio que obrigou à transferência de todos os doentes para outras
unidades de saúde da região, da Madeira e do continente, tendo sido
construído um hospital modular junto ao edifício do HDES para assegurar a
resposta dos cuidados de saúde.Os
deputados do Chega/Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, visitaram os locais afetados pelo incêndio de 04 de maio de 2024 e as
condições do Hospital Modular com o objetivo de avaliarem no terreno as
zonas que permanecem encerradas e as condições da estrutura instalada
após o incêndio.José Pacheco, líder
regional do Chega, afirmou que o debate de urgência centrado nas
consequências do incêndio e no futuro da principal unidade hospitalar
dos Açores “é um debate que os micaelenses, os açorianos e toda a gente
exige”, considerando que já começa “a marcar passo”.O deputado mostrou-se preocupado com o alegado incumprimento de prazos inicialmente apontados para a recuperação do hospital. “Ficamos muito preocupados com os vários prazos que estão a ser ultrapassados”, apontou.Segundo José Pacheco, num prazo de um ano deveriam existir respostas, projetos e, eventualmente, o arranque de obras.O parlamentar do Chega/Açores apontou ainda para a alegada sucessão de promessas adiadas.“Isto
é para breve. tenho ouvido ao longo de dois anos. É inaceitável.
Estamos a falar da vida das pessoas. Nós estamos a falar de saúde. Nós
não estamos a falar de coisas supérfluas, como podíamos falar da enorme
divida da SATA ou da zanga das comadres da coligação”, sustentou,
assinalando que serviços essenciais, como a urgência, continuam fechados
no hospital.José Pacheco considerou ser uma situação “inaceitável”, a poucos dias do segundo aniversário do incêndio.“Em
bom rigor, a única coisa que temos é uma lata de sardinhas inadequada
que cada vez mais se torna no hospital, algo que eu sempre me recusei a
aceitar”, lamentou, referindo-se ao Hospital Modular.O líder do Chega/Açores reconheceu, no entanto, o trabalho do conselho de administração do HDES, na ilha de São Miguel.“O
conselho de administração em bom rigor tem feito o seu trabalho, aquilo
que lhes é pedido e quem paga e quem manda é o Governo Regional
[PSD/CDS-PP/PPM]. Eles estiveram disponíveis, cumpriram a sua missão
naquilo que lhes foi pedido e quanto a isto não posso fazer
considerandos, porque deram-me as respostas a tudo o que perguntei",
afirmou.Para José Pacheco, a responsabilidade recai sobre o Governo Regional, levantando dúvidas sobre o financiamento das obras."Também
sei, não criando qualquer alarmismo, que estamos completamente falidos
e, estando a região completamente falida, quero saber onde vamos
arranjar dinheiro para dar seguimento ao hospital. Há algum protocolo
com a República neste sentido? Há fundos europeus para isso? Ou vamos
continuar alegremente a dizer que vamos ter um novo hospital, mas na
verdade, como podem constatar, não temos nada", alertou.Apesar
de indicações de que o projeto "ia aparecer ao fim de um ano", o
deputado denunciou que já se passaram dois anos desde o incêndio "e a
informação é que está em fase de conclusão"."Quando
vir o projeto vou acreditar. É que não se esqueçam que, para além de
todos estes projetos, há um processo de contratação pública. Há uma
série de burocracias e estamos a falar, em bom rigor e sendo otimistas,
que as obras do hospital possam começar no mínimo daqui a três, mas
supostamente dentro de quatro a cinco anos", disse.José
Pacheco sustentou que o Chega não aceita este prazo e questionou:
“pergunto aos açorianos, e especialmente aos micaelenses, se acham isso
aceitável. Se acham que isso é um prazo para termos um hospital, o maior
hospital dos Açores, que acolhe não só pessoas desta ilha, como acolhe
também de outras ilhas e bem".