Chega/Açores transmite a Ventura preocupação com atraso na revisão da Lei das Finanças Regionais
Hoje 17:48
— Lusa/AO Online
Segundo um
comunicado do partido, o líder do Chega nos Açores, José Pacheco,
acompanhado pelo vice-presidente regional Francisco Lima, teve uma
reunião de trabalho com André Ventura, que foi sensibilizado “para
vários assuntos que dizem respeito à Região Autónoma dos Açores”.Na
reunião, onde também esteve o líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, a
revisão da Lei de Finanças Regionais foi um dos assuntos abordados.“Os
Açores têm sido muito penalizados com o atual modelo de financiamento.
Só com um reforço de verbas do Governo da República, que são um direito
legítimo da região, é que os Açores podem convergir com o resto do país e
da Europa”, referiu José Pacheco, citado na nota.O
líder do Chega/Açores lamentou que o primeiro-ministro, Luís
Montenegro, “continue a arrastar consecutivamente” a revisão da Lei de
Finanças Regionais.“Primeiro anunciou que
ia ser constituído um grupo de trabalho - que é a mesma coisa que dizer
que não se vai fazer nada -, depois, assumiu, sem qualquer pudor, que
dificilmente a revisão da Lei de Finanças Regionais entrará no Orçamento
de Estado de 2027”, apontou.Para Pacheco
este é um “assunto sério demais”, por considerar que os Açores “precisam
de um desenvolvimento sustentado e não de andar quase a pedir esmola à
República”.Na reunião com André Ventura,
José Pacheco abordou ainda o “clima de instabilidade política” que se
vive nos Açores, “fruto de críticas internas entre os partidos que
compõem a coligação”.Sobre o assunto,
referiu que o partido “quer estabilidade” e “sempre disse que seria o
garante dessa estabilidade, apesar de todos os jogos políticos de
bastidores que pretenderam amarrar o Chega a uma solução governativa que
deixou de contar com o partido como parceiro político”.“Os
Açores precisam de estabilidade política. Sempre precisaram. Sem
estabilidade não há confiança, não há investimento, nem há futuro e o
Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] sabe disso”, afirmou José Pacheco.No
dia 30 de abril, o líder do Chega/Açores desafiou o Governo Regional a
apresentar uma moção de confiança, alertando para o ambiente de
“instabilidade política” após o presidente do executivo ter afirmado que
o PSD concorrerá sozinho nas próximas eleições regionais.“Este
tempo exige uma moção de confiança por parte do Governo Regional. Sem
dramas, sem teatros e sem medo. Uma moção de confiança clara, frontal e
política, para que os açorianos saibam quem está dentro e quem está fora
deste barco autonómico”, defendeu José Pacheco, numa posição enviada às
redações.Dias antes, em entrevista à
Antena 1, o social-democrata e presidente do Governo dos Açores, José
Manuel Bolieiro, disse que os acordos de coligação entre os três
partidos vigoram até 2028 e que, nas próximas eleições regionais, o PSD
concorrerá sozinho.O presidente do
Chega/Açores defendeu que a “região não pode continuar a viver em
suspenso”, nem pode “continuar refém de amuos, egos, recados e pequenas
vinganças”.“Não tenho o hábito de me meter
em casa alheia. Mas, como responsável político, tenho o dever
institucional de dizer o óbvio: se este Governo [Regional] quer governar
com estabilidade, tem de clarificar quem está dentro e quem está fora”,
considerou.José Pacheco alertou que a
posição manifestada por José Manuel Bolieiro coloca os Açores num “clima
de instabilidade”, numa altura em que a região enfrenta “dificuldades”
ao nível das contas públicas, da situação da SATA, nos transportes e no
preço dos combustíveis.