Chega/Açores sugere encerramento da SATA Internacional ou integração na TAP

Hoje 10:02 — Lusa/AO Online

O partido referiu em comunicado que "manter a SATA Internacional como está é simplesmente irresponsável", considerando que "não é sério continuar a pedir sacrifícios aos açorianos [...] para sustentar uma empresa que não demonstra capacidade de ser viável"."Há quem continue a falar em 'reestruturações', 'planos de recuperação' e 'novos modelos de gestão'. A verdade é que essas promessas já foram feitas vezes sem conta e falharam sempre", lê-se.A posição do Chega Açores surge após a administração da SATA ter confirmado que está a "analisar" a recomendação do júri para rejeitar a proposta apresentada pela alienação da companhia Azores Airlines e que vai remeter o processo para o Governo dos Açores.Perante a situação, o Chega/Açores aponta "dois caminhos claros e honestos": "Primeiro, o encerramento da SATA Internacional, assumindo com frontalidade que o projeto falhou. […] Segundo, a integração da SATA Internacional na TAP, solução que deve ser analisada sem preconceitos ideológicos".Para o partido, a opção de integrar a SATA Internacional na TAP "permitiria evitar indemnizações milionárias aos trabalhadores, salvaguardar postos de trabalho e assegurar ligações aéreas estruturantes para os Açores". "Mais do que isso, permitiria inserir as rotas açorianas numa rede nacional e internacional com escala, planeamento e capacidade financeira, algo que a SATA Internacional, isolada, nunca conseguiu garantir", acrescentou.O Chega/Açores lembra que a companhia aérea "transformou-se, ao longo dos anos, num verdadeiro símbolo da má gestão pública nos Açores"."Um projeto que nasceu com ambição, mas que foi sendo capturado por decisões políticas erradas, falta de estratégia empresarial e uma total ausência de responsabilização. O resultado está à vista: prejuízos sucessivos, injeções constantes de dinheiro público e um futuro cada vez mais incerto", salientou.Para o partido, o verdadeiro problema da empresa "é que muitos responsáveis políticos preferem não decidir" e "vivem confortavelmente neste 'nem fecha, nem integra", porque, assim, ninguém assume culpas"."A SATA Internacional precisa de uma decisão estrutural, não de mais um remendo. Continuar como está não é opção", concluiu.