Chega/Açores recusa "mais dinheiro" para a SATA Azores Airlines
8 de jun. de 2022, 10:55
— Lusa/AO Online
“O
Chega mantém a posição que tem vindo a defender para a SATA, de se
separar a Azores Airlines da SATA Air Açores [responsável pelas ligações
interilhas], de se acabar com as rotas deficitárias e que não haja mais
dinheiro para a SATA Azores Airlines – que são tudo imposições da
Comissão Europeia”, afirma o líder do Chega/Açores e deputado regional,
José Pacheco, citado numa nota do partido.De
acordo com José Pacheco, “a Comissão Europeia aprovou o plano de
reestruturação da SATA, mas não sem antes deixar alguns alertas para a
efetiva reorganização da companhia aérea açoriana, tal como o Chega vem
defendendo”.O deputado diz ainda que o
plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia “já está com
seis meses de atraso” e “vai permitir uma ajuda estatal no valor de
453,35 milhões de euros em empréstimos e garantias”.“Um plano é um plano e só é bom quando resulta”, refere o parlamentar.Para
José Pacheco, “apesar de aprovado este auxílio estatal, Bruxelas deu um
grande ‘puxão de orelhas’ à companhia aérea, necessário para se pôr as
contas da SATA na ordem, mas que não paga a dívida que é astronómica”.“É
necessário perceber que a SATA compreende duas companhias aéreas: a
SATA Air Açores, que temos de manter e defender porque é a nossa ligação
entre todas as ilhas, e a SATA Azores Airlines, com a qual se andou
brincar durante anos e que dá um enorme prejuízo, que já ultrapassa os
500 milhões de euros”, descreve.O deputado
considera que tal “não faz sentido numa região pobre como os Açores,
onde há pessoas a ganhar 200 euros por mês, descartando que se continuem
a colocar largos milhões de euros na empresa que faz as ligações dos
Açores com o exterior”.A Comissão Europeia
aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação
da companhia aérea açoriana SATA, de 453,25 milhões de euros em
empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma
reorganização da estrutura empresarial.A
injeção financeira implica o desinvestimento de uma participação de
controlo (51%) na Azores Airlines, o desdobramento da atividade de
assistência em terra e uma reorganização da estrutura empresarial da
SATA, com a criação de uma ‘holding’ que substitui a SATA Air Açores no
controlo das suas operações subsidiárias, revelou hoje a Comissão
Europeia.Estão ainda previstas a obrigação
de a SATA ter um limite máximo na sua frota até ao final do plano de
reestruturação e a proibição de, também até esse prazo, fazer qualquer
aquisição de aviões.