Chega/Açores questiona Governo sobre Gabinete Anticorrupção
13 de nov. de 2024, 18:00
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do partido, os parlamentares do Chega/Açores consideram
que a recente publicação da orgânica e do quadro de pessoal dirigente,
de chefia e de direção específica da Secretaria Regional das Finanças
"deixa de fora a tutela" do Gabinete de Prevenção da Corrupção e da
Transparência. No requerimento, os
deputados assinalam que o Gabinete de Prevenção da Corrupção e da
Transparência "esteve sempre na tutela da Secretaria Regional das
Finanças, Planeamento e Administração Pública".No
entanto, "em maio de 2024, aquando da discussão do Plano e Orçamento da
região para 2024, foi aprovado na Assembleia Legislativa Regional que a
tutela do Gabinete passasse para a presidência do Governo Regional dos
Açores, o que também ia ao encontro do defendido no programa eleitoral
do Chega", defende o partido.De acordo com
o Chega, a publicação do Decreto Regulamentar Regional que aprova a
orgânica e o quadro de pessoal dirigente, de chefia e de direção
específica da Secretaria Regional das Finanças "é omisso quanto ao
Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência e à sua tutela".O
partido pretende assim saber quem tutela o Gabinete Anticorrupção, que
foi uma das reivindicações do Chega, em 2021, aquando do acordo de
incidência parlamentar com o Governo de coligação de direita na região.Além
da tutela, os deputados do Chega querem também saber quantos inspetores
estão ao serviço do Gabinete e se o Governo Regional tem prevista a
abertura de concursos de recrutamento para inspetores.O
líder parlamentar do Chega, José Pacheco, justifica que “sem estar
definida" a tutela deste Gabinete, fica-se “num limbo e nem os
relatórios de atividades podem ser aprovados". "Os
Açores precisam deste Gabinete fiscalizador, que tem feito muito
trabalho de pedagogia, mas que precisa de ter a orgânica bem definida”,
vinca José Pacheco, que é também dirigente regional do Chega.Citado
no mesmo comunicado, líder parlamentar sublinha que o Chega insistiu
para que a tutela passasse diretamente para a presidência do Governo,
para não haver "uma secretaria a fiscalizar outras secretarias”.