Chega/Açores questiona Governo sobre despesas com empresas e institutos públicos
5 de ago. de 2024, 16:52
— Lusa/AO Online
Numa
nota de imprensa, o grupo parlamentar do Chega/Açores adianta que
entregou hoje, no parlamento açoriano, um requerimento ao Governo
Regional (PSD/CDS-PP/PPM) questionando o número de administradores
remunerados que fazem parte do órgão executivo de cada empresa pública e
instituto público da região, nos últimos quatro exercícios fiscais, ou
seja, no período de 2020-2023.Os deputados
referem que estão preocupados com os resultados económico-financeiros
apresentados pelo setor público empresarial da região que, segundo os
parlamentares, “deixam muito a desejar e acumulam prejuízos atrás de
prejuízos, sendo que a maioria das empresas e institutos públicos estão
tecnicamente falidos”.O Chega pretende
ainda saber qual "o custo total com cada órgão executivo, incluindo
remunerações, subsídio de refeição, ajudas de custo, segurança social
(suportados pela empresa pública ou instituto público), senhas de
presença em reuniões, prémios de desempenho, seguros de saúde, despesas
de representação, viatura para uso pessoal (incluindo custos com
‘leasing’ ou ‘renting’, reparações, seguros e combustível)".O
partido justifica o pedido "em nome da transparência" e tendo em conta
que "as empresas e institutos públicos da Região Autónoma dos Açores
desempenham funções que concorrem diretamente com os privados"."Os
contribuintes açorianos têm o direito e até o dever de saberem quanto
custa as administrações das empresas e institutos públicos da região”,
defende o Chega.No requerimento, o Chega
alerta ainda que as informações tornadas públicas revelam que as
empresas públicas regionais e institutos públicos "têm uma estrutura de
custos com os seus órgãos de gestão desproporcionada em relação à média
do mercado".“É chegada a hora de encarar
com seriedade a forma como o setor empresarial da região está a ser
gerido”, salientam os deputados do Chega/Açores.